Quinta-feira, Janeiro 27, 2011

Obama deve anunciar publicamente interesse no petróleo brasileiro, diz analista


WASHINGTON - Ao anunciar sua primeira viagem à América Latina, na última terça-feira, durante discurso do Estado da União, no Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou o Brasil como principal interlocutor na região e, segundo analistas, deve mostrar publicamente o seu interesse no petróleo brasileiro. Pelo menos é o que acredita Riordan Roett, diretor do Programa América Latina da Universidade Johns Hopkins. "Esta seria uma direção geopolítica muito importante para afastar-se da dependência do petróleo venezuelano", explica.

Mas a aproximação não será fácil, adverte Roett, já que o Brasil continua ganhando peso econômico no cenário mundial, tem a própria agenda diplomática e comercial e pretende assumir o papel de porta-voz do G20 (o grupo de países emergentes). "Os contornos de nossa política estrangeira não vão mudar radicalmente", explicou em Bruxelas o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

Mas Obama não deve temer as discussões com a presidente Dilma Rousseff, levando em consideração as alternativas da região, como o venezuelano Hugo Chávez ou a Bolívia, onde nem sequer há um embaixador americano.

"O governo Lula fez durante dois anos com que para Estados Unidos fosse realmente difícil abrir um debate com o Brasil", explicou Riordan Roett.

A Casa Branca, que ainda tem uma divergência clara com a diplomacia brasileira sobre como tratar o Irã, aposta em virar a página e tentar uma aproximação direta com Dilma Rousseff, considerada mais pragmática que Lula. A secretária de Estado, Hillary Clinton, fez uma visita relâmpago a Brasília para assistir à posse da primeira presidente na história do Brasil.

O Brasil por seu peso geoestratégico, Chile pelo êxito econômico e El Salvador pelos desafios que o crime organizado representa para a região são três maneiras de demonstrar os eixos da diplomacia americana na região, explica Michael Shifter, diretor do Centro Diálogo Interamericano.

Shifter lembra ainda que o governo dos Estados Unidos é o advogado de maior peso de Honduras para que um dia o país possa retornar com todos os direitos à Organização dos Estados Americanos (OEA), algo que o Brasil prefere ignorar.

Além disso, o nível de preocupação com a insegurança na América Central cresceu muito em Washington e, assim, uma visita de apoio a um governo (El Salvador) que está apresentando novas propostas é uma boa mensagem, explica Shifter.


Fonte: http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2011/01/27/obama-deve-anunciar-publicamente-interesse-no-petroleo-brasileiro-diz-analista/

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Irlanda fará novo referendo para Tratado de Lisboa em outubro

Premiê anuncia votação para o dia 2; documento equivale a uma Constituição e só foi reprovado por irlandeses

DUBLIN - A Irlanda realizará um novo referendo sobre o Tratado de Lisboa em 2 de outubro, anunciou o primeiro-ministro Brian Cowen ao Parlamento do país nesta quarta-feira, 8. O documento equivale a uma Constituição do bloco europeu, mas só poderá entrar em vigor depois de aprovado por todos os 27 Estados-membros.

Os eleitores irlandeses rejeitaram o tratado em um primeiro referendo realizado em junho do ano passado, provocando um caos político na União Europeia (UE). Desta vez, a UE prometeu à Irlanda que a aprovação do documento não terá impacto em questões como a neutralidade da ilha, seu vantajoso regime fiscal, a proibição do aborto ou a proteção dos direitos trabalhistas.

Para entrar em vigor, o Tratado de Lisboa, um complicado documento que estabelece os termos de uma reforma nas instituições europeias, precisa ser aprovado pelos 27 países da UE. Todas as nações, com a exceção da Irlanda, levaram o documento à apreciação de seus parlamentos. A Irlanda foi a única a submeter o tratado a aprovação popular - e também a única a rejeitá-lo.

Criado para substituir a Constituição Europeia - rejeitada pelos eleitores da França e da Holanda em 2005 -, o objetivo do Tratado de Lisboa é instituir novos mecanismos de defesa e relações exteriores, além de criar um mandato de longo prazo para um presidente do Conselho Europeu. Em junho do ano passado, 53,4% da população irlandesa rejeitou a proposta.


http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,irlanda-fara-novo-referendo-para-tratado-de-lisboa-em-outubro,399640,0.htm

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

sala de estudos do escritorio

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Vásquez e Chirac querem concluir acordo Mercosul-UE
26/10/2005

O presidente uruguaio Tabaré Vázquez e o francês Jacques Chirac anunciaram nesta segunda-feira que desejam concluir o mais rápido possível o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia (UE). O presidente Vázquez disse que a reunião foi "altamente positiva" e que ele e Chirac esperam que o acordo "seja obtido no prazo mais breve possível".

O acordo entre os dois blocos comerciais, que deveria ter sido concluído em 2004, enfrenta divergências com o Mercosul no que se refere aos subsídios europeus a seus produtores agrícolas. Na UE, os produtos agrícolas de países que não são da Comunidade enfrentam tarifas muito altas, além de serem submetidos a uma série de normas rigorosas de vigilância sanitária. Além disso, a assistência e os subsídios concedidos pela UE a seus produtores agrícolas através da Política Agrícola Comum (PAC) reduzem indiretamente as importações e, ao mesmo tempo, fomentam suas próprias exportações.

Por enquanto - e apesar de ultimamente não ter tido grandes avanços nas negociações Mercosul-UE - as esperanças estão depositadas na cúpula de ambas as partes em abril de 2006.

Os dois presidentes também discutiram cooperação na luta contra o câncer por meio da troca de experiências, de publicações, de estudantes e de profissionais de medicina, para trabalhos de campo nos respectivos países. Vázquez também participou nesta segunda-feira de uma cerimônia do Instituto francês do Câncer Gustave Roussy, durante a qual a ministra uruguaia da Saúde, María Julia Muñoz, assinou a adesão de seu país à Carta de Paris de Cooperação em questão de luta contra o câncer e um Memorando de entendimento entre o ministério uruguaio e o instituto francês. O presidente uruguaio não escondeu sua emoção ao ser recebido pelo professor Thomas Tursz, presidente do instituto com quem trabalhou durante sua especialização em oncologia em Paris.

Em seguida, Vázquez assistiu a um evento no Instituto de Ciências Políticas de Paris e encerrou o dia num encontro com autoridades francesas, diplomatas e personalidades uruguaias na Casa da América Latina da capital francesa. Nos outros dois dias de sua visita à França, Vázquez se reunirá com diretores da patronal francesa (Medef), o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, o prefeito socialista da capital, Bertrand Delanoe, e o diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura.

O próximo encontro entre Mercosul e UE deve acontecer em abril de 2006 na cidade de Viena (capital da Áustria).
Fonte: Web News

Terça-feira, Julho 05, 2005

Duro golpe al Mercosur, afirman ONG argentinas
Ingresan hoy a Paraguay unos 400 efectivos de EU; tendrán inmunidad
STELLA CALLONI CORRESPONSAL

Miles de paraguayos protestan en Asunción contra el proceso de privatización, que se discute en el Parlamento FOTO Ap

Buenos Aires, 30 de junio. La reciente decisión del Congreso de Paraguay de permitir el ingreso de tropas de Estados Unidos a ese país, con inmunidad, permiso de libre tránsito y permanencia para sus soldados con vigencia hasta diciembre de 2006 y prorrogable automáticamente, es uno de los golpes más fuertes que Washington ha descargado sobre el Mercado Común del Sur (Mercosur).

Renunciando a su poder jurisdiccional, ya que las tropas pueden entrar y salir, trasegar armamentos y medicamentos y actuar en cualquier lugar del territorio sin nuevas autorizaciones, el gobierno de Paraguay abrirá las puertas a un primer contingente de 400 marines -según se estima el 1º de julio- que pueden llegar a sumar hasta miles de soldados, como denuncian diversas organizaciones humanitarias y sociales de Argentina, donde la preocupación crece a medida que se van teniendo nuevos datos sobre esta situación.

Paraguay no podrá investigar los delitos que pudieran cometer estos soldados y no podrá demandar a Washington ante la Corte Penal Internacional (CPI), violando su propia legislación ya que está adherida a ésta. Además de la situación de conflicto social que vive este país, donde por estas horas hay cortes de carreteras y la movilización de los campesinos que reclaman sus derechos, se incrementa por la falta de respuesta, nadie duda entre los expertos regionales que estas tropas incursionarán sobre la zona de la Triple Frontera (Paraguay, Brasil y Argentina), lugar elegido por Washington desde hace tiempo para instalar un asentamiento militar.
Esto -se señala- está dentro de los planteos geoestratégicos de Washington de extender las bases en las cuáles los sitios fronterizos son "ideales" para mantener tropas de Despliegue Rápido y otras dentro del remozado esquema de la Guerra de Baja Intensidad (GBI) y los proyectos de contrainsurgencia, bajo el disfraz de la guerra antiterrorista.

Organizaciones argentinas preparan un documento en el que señalan que el país vecino, donde transcurrió una de las historias más ricas y dramáticas de la región, ha sido "deshonrado" por la medida votada por el Congreso el pasado 26 de mayo -tal como adelantó La Jornada en forma exclusiva en su momento- permitiendo la entrada de las tropas estadunidenses.
La reciente visita del vicepresidente de Paraguay, Luis Castiglioni, para entrevistarse con su colega estadunidense, Dick Cheney; el secretario de Defensa, Donald Rumsfeld, y el subsecretario de Estado para Asuntos Hemisféricos, Roger Noriega, entre otros funcionarios, dejó en claro el papel que se asignará a Paraguay en los entramados geoestratégicos de los planes de Estados Unidos para la región.

En las reuniones se trataron temas de seguridad hemisférica, defensa, lucha contra el terrorismo -en el concepto de Washington- y otros delitos, además de anunciarse el envío a Paraguay de expertos del Centro de Estudios Hemisféricos de Defensa del Pentágono.
Nuevamente ese país, que bajo la larga dictadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) jugó el papel de virtual base de la Central de Inteligencia (CIA) y otros organismos, estará sujeto a una situación similar con la movilización extranjera en su territorio, donde además los expertos antes mencionados dictarán un "Seminario de Planificación del Sistema de Seguridad Integral Nacional", en septiembre próximo.

Por estos días la canciller de Paraguay, Leila Rachid, confirmó que los soldados de Estados Unidos que ingresen "para realizar ejercicios militares" no estarán sujetos a la CPI. La funcionaria salió a responder a la prensa ante la inquietud de la población que se enteró tardíamente de lo resuelto, a espaldas de la sociedad local, por el Congreso. Este privilegio se les otorgó, a pesar de que el gobierno firmó el Estatuto de Roma y también se contradice con la política de los socios del Mercosur. De acuerdo con las notas, ingresarán 13 misiones militares de Estados Unidos, y sus integrantes tendrán estatus de funcionarios diplomáticos administrativos.
Algunos senadores oficialistas paraguayos fueron consultados sobre la posibilidad de instalación de una base militar, teniendo en cuenta que a fines del año pasado entraron tropas también para diversas tareas no especificadas y estuvieron en distintos lugares del país en zonas fronterizas.

Voceros de la Comisión de Defensa del Senado paraguayo, sólo se limitaron a responder que Estados Unidos es un aliado de Paraguay, y "entre aliados tenemos que defendernos".
Como se conoce la CIA y otros servicios de inteligencia afines, han tratado de crear la "sicosis" terrorista en la zona de la Triple Frontera, lo cuál ha sido desmentido una y otra vez, especialmente por Brasil y Argentina, pero no ha podido detener la persecución contra las familias de comerciantes árabes instalados en la región desde hace largos años. En ese lugar, además, se encuentra la mayor reserva de agua dulce del mundo, el Acuífero Guaraní, que "puede garantizar el vital elemento a la actual población del mundo por 180 años a un promedio de 100 litros de agua por persona, o sea, que lo conocido hasta la actualidad (datos incompletos) sería un tanque de la dimensión de la capital, de 200 kilómetros de alto", señalan organizaciones paraguayas.

Por esta razón estiman que las tropas -más de un centenar de soldados- estuvieron el año pasado en Concepción, a unos 400 kilómetros al norte de la capital paraguaya, además de que mujeres de movimientos rurales han visto soldados estadunidenses en el Chaco paraguayo y también en Encarnación, fronteriza con Argentina, según dijeron recientemente a La Jornada.
También se recuerda que existe ya un aeropuerto construido por Estados Unidos en Mariscal Estigarribia, población cercana a la frontera con Bolivia, donde pueden aterrizar aviones B-52 y Galaxys, capaces de transportar grandes cantidades de tropas y armamentos. Las organizaciones paraguayas consideran "criminal" la presencia de tropas estadunidenses y recordaron lo sufrido por ese país durante la dictadura de Stroessner, apoyado y financiado por Estados Unidos, desde donde también surgió la Operación Cóndor, con una de las bases más firmes en Paraguay.
http://www.jornada.unam.mx/2005/jul05/050701/040n2mun.php
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Última Hora (Paraguai):

Llegaron los soldados de EEUU

El primer contingente de siete soldados norteamericanos de las Fuerzas Especiales de los EEUU, cuya misión será entrenar a los soldados paraguayos en la lucha contra el narcotráfico y el terrorismo ya se encuentra en nuestro país. Paraguay que ha renunciado a su poder jurisdiccional, ya que las tropas pueden entrar y salir, trasegar armamentos y medicamentos, y actuar en cualquier lugar del territorio sin nuevas autorizaciones. La entrada de los extranjeros, que están instalados en la Brigada Aerotransportada (Nu Guazú), se debe a la aprobación que ha hecho el Congreso Nacional para el ingreso de los mismos, en donde nuestro país tampoco podrá investigar los delitos que pudieran cometer los militares, ni demandar a Washington ante la Corte Penal Internacional (CPI), violando su propia legislación, ya que está adherida a ésta. Aunque los senadores nacionales se respaldan ante la firma de un acuerdo entre el Congreso y los EEUU.

Según el embajador de los EEUU, John F. Keane, con la entrada de militares norteamericanos con inmunidad a Paraguay no se viola "de ninguna manera" el Tratado de Roma ratificado por nuestro país.Expresó que la entrada de militares a Paraguay tiene dos misiones: la de ayudar capacitar a las FFAA, y las misiones humanitarias que ahora van a estar en Canindeyú, Caazapá, Ñeembucú, donde van a venir odontólogos, oftalmólogos, veterinarios, enfermeros, entre otros especializados. P.V.Q.
http://www.ultimahora.com/template.asp?notic=201470

Aseguran que Paraguay perdió su soberanía

Según Orlando Castillo, directivo del Serpaj (Servicio de Paz y Justicia), Paraguay perdió su soberanía ante los EEUU debido a la entrada de soldados norteamericanos. "El Estado paraguayo renunció a su capacidad y derecho y revisión de los artículos del Tratado de Roma", dijo. "Este tipo de situaciones atentan contra el ciudadano común. Esos ejercicio militares para empezar van a producir daños ambientales en zonas del interior donde nosotros no sabemos qué tipo de armas serán utilizadas o qué tipo de elementos", agregó.Señaló es una vergüenza que mientras Paraguay ratifica el tratado de Roma, por otro lado firma con los EEUU una garantía y se renuncia al poder de jurisdicción que se puede tener sobre los norteamericanos.Castillo dijo que la visita del vicepresidente Luis Castiglioni al secretario de Defensa de los EEUU, Donald Rumsfeld, cierra un círculo con respecto a la política internacional de nuestro país."Por un lado, se coquetea con el Mercosur y, por el otro, lo hacen con los EEUU, que es el verdadero dueño de las acciones de este Gobierno", aseguró. P.V.Q.
http://www.ultimahora.com/template.asp?notic=201469
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De Misiones Online (Argentina):
EEUU construye una base en Paraguay

Washington logró establecer una cabeza de puente en Latinoamérica. En Paraguay, a cerca de la frontera boliviana y de la Triple Frontera construyeron una base que le permitirá aterrizar aviones Galaxy y desembarcar armamento pesado.

Ya desembarcaron 400 marines a Paraguay pero la base construida en pleno Chaco paraguayo, está preparada para albergar hasta 16.000 militares con todos los armamentos necesarios.El secretario de Defensa norteamericano comprometió el envío a Paraguay de expertos del Centro de Estudios Hemisféricos de Defensa, una institución dependiente del Pentágono, a fin de desarrollar un "Seminario de Planificación del Sistema de Seguridad Integral Nacional", programado para septiembre.El presidente de la comisión de defensa del Senado paraguayo, Velásquez, previo a la instalación de la base militar estadounidense aseguró que "entre aliados tenemos que defendernos".El Congreso paraguayo aprobó el ingreso de tropas de Estados Unidos a ese país, con inmunidad, permiso de libre tránsito y permanencia para sus soldados con vigencia hasta diciembre de 2006 y prorrogable automáticamente.EEUU así podrá controlar las reservas gasiferas y petroleras de Bolivia, ya que el pozo boliviano de "la vertiente", ubicado en Tarija (la reserva de gas más grande del mundo) está conectado con el pozo "Independencia 1", a 100 kilómetros de distancia, en la zona de Gabino Mendoza, en el territorio paraguayo, el cual ya vierte gas natural de la misma cuenca, pero a mayor profundidad, petróleo, de ahí que apuntan a Mariscal Estigarribia, a unos 250 kilómetros de la frontera con Bolivia, un punto clave para la Casa Blanca luego de que masivas protestas sociales forzaran la renuncia de dos presidentes en 20 meses. Estigarribia es una pequeña población de 30 mil habitantes, militarizada, que posee un gran aeropuerto construido por EE.UU. con una pista de 3.800 metros de largo, capaz de recibir aviones B-52 y Galaxys, que permiten transportar grandes contingentes de tropas y material bélico pesado.(Púlsar, agencia informativa de Ecuador)
http://www.misionesonline.net/paginas/noticia.php?db=noticias2005&id=9835
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De BolPress (Bolívia):
Desde el chaco paraguayo Estados Unidos podrá controlar las reservas energéticas bolivianas Ingresan 400 marines a Paraguay con total inmunidad

(La Jornada y Agencia Walsh).- La reciente decisión del Congreso de Paraguay de permitir el ingreso de tropas de Estados Unidos a ese país, con inmunidad, permiso de libre tránsito y permanencia para sus soldados con vigencia hasta diciembre de 2006 y prorrogable automáticamente, es uno de los golpes más fuertes que Washington ha descargado sobre el Mercado Común del Sur (Mercosur).

Renunciando a su poder jurisdiccional, ya que las tropas pueden entrar y salir, trasegar armamentos y medicamentos y actuar en cualquier lugar del territorio sin nuevas autorizaciones, el gobierno de Paraguay abrirá las puertas a un primer contingente de 400 marines -según se estima el 1º de julio- que pueden llegar a sumar hasta miles de soldados, como denuncian diversas organizaciones humanitarias y sociales de Argentina, donde la preocupación crece a medida que se van teniendo nuevos datos sobre esta situación.

Paraguay no podrá investigar los delitos que pudieran cometer estos soldados y no podrá demandar a Washington ante la Corte Penal Internacional (CPI), violando su propia legislación ya que está adherida a ésta. Además de la situación de conflicto social que vive este país, donde por estas horas hay cortes de carreteras y la movilización de los campesinos que reclaman sus derechos, se incrementa por la falta de respuesta, nadie duda entre los expertos regionales que estas tropas incursionarán sobre la zona de la Triple Frontera (Paraguay, Brasil y Argentina), lugar elegido por Washington desde hace tiempo para instalar un asentamiento militar. Esto -se señala- está dentro de los planteos geoestratégicos de Washington de extender las bases en las cuáles los sitios fronterizos son "ideales" para mantener tropas de Despliegue Rápido y otras dentro del remozado esquema de la Guerra de Baja Intensidad (GBI) y los proyectos de contrainsurgencia, bajo el disfraz de la guerra antiterrorista.

Organizaciones argentinas preparan un documento en el que señalan que el país vecino, donde transcurrió una de las historias más ricas y dramáticas de la región, ha sido "deshonrado" por la medida votada por el Congreso el pasado 26 de mayo -tal como adelantó La Jornada en forma exclusiva en su momento- permitiendo la entrada de las tropas estadounidenses. La reciente visita del vicepresidente de Paraguay, Luis Castiglioni, para entrevistarse con su colega estadounidense, Dick Cheney; el secretario de Defensa, Donald Rumsfeld, y el subsecretario de Estado para Asuntos Hemisféricos, Roger Noriega, entre otros funcionarios, dejó en claro el papel que se asignará a Paraguay en los entramados geoestratégicos de los planes de Estados Unidos para la región. En las reuniones se trataron temas de seguridad hemisférica, defensa, lucha contra el terrorismo -en el concepto de Washington- y otros delitos, además de anunciarse el envío a Paraguay de expertos del Centro de Estudios Hemisféricos de Defensa del Pentágono.

Nuevamente ese país, que bajo la larga dictadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) jugó el papel de virtual base de la Central de Inteligencia (CIA) y otros organismos, estará sujeto a una situación similar con la movilización extranjera en su territorio, donde además los expertos antes mencionados dictarán un "Seminario de Planificación del Sistema de Seguridad Integral Nacional", en septiembre próximo. Por estos días la canciller de Paraguay, Leila Rachid, confirmó que los soldados de Estados Unidos que ingresen "para realizar ejercicios militares" no estarán sujetos a la CPI. La funcionaria salió a responder a la prensa ante la inquietud de la población que se enteró tardíamente de lo resuelto, a espaldas de la sociedad local, por el Congreso. Este privilegio se les otorgó, a pesar de que el gobierno firmó el Estatuto de Roma y también se contradice con la política de los socios del Mercosur.

De acuerdo con las notas, ingresarán 13 misiones militares de Estados Unidos, y sus integrantes tendrán estatus de funcionarios diplomáticos administrativos. Algunos senadores oficialistas paraguayos fueron consultados sobre la posibilidad de instalación de una base militar, teniendo en cuenta que a fines del año pasado entraron tropas también para diversas tareas no especificadas y estuvieron en distintos lugares del país en zonas fronterizas. Voceros de la Comisión de Defensa del Senado paraguayo, sólo se limitaron a responder que Estados Unidos es un aliado de Paraguay, y "entre aliados tenemos que defendernos".

Como se conoce la CIA y otros servicios de inteligencia afines han tratado de crear la "sicosis" en la zona de la Triple Frontera, lo cuál ha sido desmentido una y otra vez, especialmente por Brasil y Argentina, pero no ha podido detener la persecución contra las familias de comerciantes árabes instalados en la región desde hace largos años. En ese lugar, además, se encuentra la mayor reserva de agua dulce del mundo, el Acuífero Guaraní, que "puede garantizar el vital elemento a la actual población del mundo por 180 años a un promedio de 100 litros de agua por persona, o sea, que lo conocido hasta la actualidad (datos incompletos) sería un tanque de la dimensión de la capital, de 200 kilómetros de alto", señalan organizaciones paraguayas.

Por esta razón estiman que las tropas -más de un centenar de soldados- estuvieron el año pasado en Concepción, a unos 400 kilómetros al norte de la capital paraguaya, además de que mujeres de movimientos rurales han visto soldados estadounidenses en el Chaco paraguayo y también en Encarnación, fronteriza con Argentina, según dijeron recientemente a La Jornada. También se recuerda que existe ya un aeropuerto construido por Estados Unidos en Mariscal Estigarribia, población cercana a la frontera con Bolivia, donde pueden aterrizar aviones B-52 y Galaxys, capaces de transportar grandes cantidades de tropas y armamentos. Las organizaciones paraguayas consideran "criminal" la presencia de tropas estadounidenses y recordaron lo sufrido por ese país durante la dictadura de Stroessner, apoyado y financiado por Estados Unidos, desde donde también surgió la Operación Cóndor, con una de las bases más firmes en Paraguay.

EE.UU. construye una base en Paraguay

Finalmente Washington logró establecer una cabeza de puente en el Cono Sur de Latinoamérica. A pocos km de la frontera boliviana y a tiro de piedra de la Triple Frontera construyeron una base que le permitirá aterrizar aviones Galaxy y desembarcar armamento pesado. Los 400 marines podrán incrementarse hasta el número de 16.000, La base construida en pleno Chaco paraguayo, está preparada para albergar ese número de tropas con todos los armamentos necesarios. Por otra parte, el secretario de Defensa comprometió el envío a Paraguay de expertos del Centro de Estudios Hemisféricos de Defensa, una institución dependiente del Pentágono, a fin de desarrollar un "Seminario de Planificación del Sistema de Seguridad Integral Nacional", programado para setiembre venidero. "Entre aliados tenemos que defendernos" aseguró el presidente de la comisión de defensa del Senado paraguayo, Sr. Velázquez, cuando le preguntaron si era factible que la ley abra la puerta a la instalación de una base de EE.UU. en la región, como ocurre en Manta (Ecuador), en Panamá y en Guantánamo (Cuba), Aparte del control estratégico, que describimos someramente desde su raíz histórica, debemos agregar el control del Acuífero Guaraní, el reservorio de agua dulce, más grande del mundo, con capacidad de garantizarle el vital elemento, a la actual población del mundo, por 180 años a un promedio de 100 litro de agua, por persona, o sea, que lo conocido hasta la actualidad, datos incompletos, seria un tanque de la dimensión de la capital, de 200 kilómetros de alto, de ahí que apuntan a Concepción, a unos 400 kilómetros al norte de la capital del país, donde unos 200 soldados ya hicieron una pasantía de cinco meses en 2004, algunos de los cuales se casaron con paraguayas, comentó Orlando Castillo, del grupo humanitario Serpaj.

Pero además, también controlar, las reservas gasíferas y petroleras de Bolivia, ya que el pozo boliviano de "la vertiente", ubicado en Tarija (la reserva de gas mas grande del mundo), esta conectado con el pozo "Independencia 1", a 100 kilómetros de distancia, en la zona de Gabino Mendoza, en el territorio paraguayo, el cual ya vierte gas natural de la misma cuenca, pero a mayor profundidad, petróleo, de ahí que apuntan a Mariscal Estigarribia, a unos 250 kilómetros de la frontera con Bolivia, un punto clave para la Casa Blanca luego de que masivas protestas sociales forzaran la renuncia de dos presidentes en 20 meses. Estigarribia, es una pequeña población de 30000 habitantes, militarizada, que posee un gran aeropuerto construido por EE.UU. con una pista de 3.800 metros de largo, capaz de recibir aviones B-52 y Galaxys, que permiten transportar grandes contingentes de tropas y material bélico pesado.
http://www.bolpress.com/internacional.php?Cod=2005001648

Segunda-feira, Junho 27, 2005

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Segunda-feira, Abril 11, 2005

Agenda ampla atrapalha tomada de decisões concretas na reunião dos estadistas

Por Monica Hirst

A importância da reunião de cúpula entre os chefes de Estado do Brasil, Colômbia, Venezuela e Espanha, na semana passada, na cidade de Guiana , parece ter se devido mais ao seu sentido de novidade do que aos seus resultados concretos. De fato, a diversidade de interesses e posições refletida na declaração conjunta revela uma agenda aberta e extremamente ampla de temas e preocupações. Não obstante, sua realização foi significante para espelhar o emaranhado que alimenta a política sul-americana nos dias atuais.

A presença do primeiro-ministro José Luis Zapatero pareceu atender a três motivações: a primeira, de ampliar a presença política de seu governo em espaços americanos a partir das mesmas sintonias ideológicas que o distanciam de Washington.

Neste caso, ao lado da comunhão de ideais com os governos sul-americanos eleitos por coalizões de centro-esquerda, não se pode esquecer de antigas rivalidades inter-imperiais cuja marca maior foi deixada pela derrota na guerra contra os Estados Unidos em 1898. A segunda razão, seria de respaldar os interesses da empresa petrolífera Repsol, hoje em dia a primeira companhia estrangeira associada à Petróleos da Venezuela (PDVSA). E a terceira, de atenuar o impacto das vendas de equipamento militar ao governo de Chávez com uma atuação que reforçasse a necessidade de um diálogo de paz entre a Venezuela e a Colômbia.

Já a participação do presidente Lula no encontro de Guiana dá continuidade a um esforço manifestado desde os seus primeiros meses de governo de apoiar a legalidade do governo chavista. Além de constituir um ponto importante do projeto sul-americano da política externa brasileira, esta determinação conta atualmente com fundamentos econômicos - observados nas vinculações entre a Petrobras e a PDVSA e na projeção de uma malha de infra-estrutura física na região. Outrossim, o Brasil vem buscando evitar um agravamento das discordâncias entre os governos Uribe e Chávez, que além de efeitos desestabilizadores na região, poderiam lhe causar inevitáveis problemas de segurança em suas fronteiras amazônicas. Mas a recente projeção brasileira na América do Sul se converteu também numa nova área de expectativas para Washington, que já incluiu "a questão Hugo Chávez" em sua agenda com Brasília.

Para Álvaro Uribe a reunião quadripartite rendeu parcos frutos. Pouco identificado com o espectro políticos dos outros três mandatários, o presidente colombiano continuou encontrando uma prudente resistência de seus vizinhos a maiores compromissos na sua guerra contra a narcoguerrilha. De fato, vem se criando um círculo vicioso, já que esta relutância lhe confirma a decisão de apoiar-se integralmente no apoio fornecido pelos Estados Unidos, o que por sua vez reforça ainda mais a atitude cautelosa de seus vizinhos. No caso brasileiro, por exemplo, existe maior interesse para encontrar uma solução de paz do que em aprofundar o campo do confronto entre as forças em conflito na Colômbia. Entre os resultados destas diferentes percepções, menciona-se o apoio morno da Colômbia ao projeto de construção da Comunidade Sul-Americana e a postura evasiva mantida com respeito ao tema da representação da região frente a ampliação do Conselho de Segurança da ONU.

Na cúpula de Guiana, Chávez deu mais um passo em sua política latino-americana e se aproximou da Espanha

Curiosamente, e apesar dos sinais ideológicos invertidos, Uribe e Chávez revelam-se menos diferentes do que parecem quando se observa o respeito pelos procedimentos democráticos de seus respectivos governos. A receita da segurança democrática aplicada pelo presidente Uribe, que vem securitizando o cotidiano político colombiano, acaba encontrando pontos em comum com as medidas centralizadoras implementadas recentemente na república bolivariana.

Sem dúvida, o presidente Hugo Chávez foi o principal beneficiário da cúpula de Guiana. O encontro lhe permitiu dar mais um passo em sua política latino-americana, que adquiriu uma dimensão ibero-americana. Pode ser útil aqui fazer uma rápida digressão histórica sobre o estilo e o conteúdo desta política que, se bem tem sua originalidade, lembra equações de outros tempos e de outros chefes de governo. Parece repetir-se neste caso o modelo do "jogo duplo" (que não deve ser confundido com o do duplo discurso), aplicado com êxito por Getúlio Vargas nos anos 30, e também com algum sucesso por Juan Domingo Perón na segunda parte de seu primeiro governo. Nos dois casos, um dos jogos traduzia-se na relação amistosa com os Estados Unidos. A hipótese que se levanta no caso do governo Chávez é de que o jogo duplo a perfilar-se prevê, de um lado, uma relação inamistosa com os Estados Unidos, o que se harmoniza com uma sólida aliança estratégica com Cuba (baseada na troca de petróleo por contingentes de profissionais treinados para tarefas sociais); e, de outro, um vínculo com as principais democracias sul-americanas - o que supõe canais separados de entendimento com o Brasil de Lula e a Argentina de Kirchner.

Se bem o petróleo constitua o principal trunfo do mandatário venezuelano para manter ativo o jogo mencionado, outros atributos de poder vem sendo buscados para consolidá-lo, principalmente o do poderio militar - a expansão de sua capacidade de defesa e o treinamento de forças locais.

Historicamente, são as limitações impostas desde fora que terminam desarticulando os jogos duplos. É neste tabuleiro específico que os governos democráticos amigos pareceriam poder dispor de espaço para movimentar suas peças junto a Chávez. Foi com este empenho que o governo de Zapatero deixou claro, em suas negociações com o seu par venezuelano, a condição de que este não desse as costas à preservação do Estado de Direito.

Mônica Hirst é professora da Universidade Torquato di Tella, de Buenos Aires.

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Colaboração: Ligia Piola, a quem agradecemos.