segunda-feira, junho 21, 2004

Interdisciplinariedade.

Esta palavra concentra o ideário do Projeto Interconexos. Pretendemos atuar nas fronteiras do conhecimento humano, como o Direito e as Relações Internacionais; a História e a Economia; a Geografia e as Ciências Políticas; o Direito e a Biologia, a Ecologia, a Bioética; Projeto Genoma; Proteção à Biodiversidade e aos recursos orgânicos do nosso planeta.

Unicidade

Com a consciência de que vivemos no mesmo planeta, onde nossa decisões, ações e omissões têm reflexo global, propomos um novo olhar, uma visão mais abrangente do fato social: generalista, que fornece o panorama, e o especialista, que se aprofunda tecnicamente explanando sobre causas e consequências do tema explorado.

Convidamos a todos a fazer parte de uma mesma comunidade acadêmica científica.

quarta-feira, junho 16, 2004

Campanha Bibliográfica


Olá a todos,

Fiz na página do grupo, no banco de dados o início da nossa
biblioteca virtual! Fiz hoje lá no Interconexos e já estamos com 21
livros... vocês podem consultar lá também. http://br.groups.yahoo.com/group/interconexos

Todos nós saímos ganhando... divida seu arsenal bibliográfico conosco!
Esperamos sua lista de preferidos em interconexos@yahoogrupos.com.br

Ana Marta

sexta-feira, junho 04, 2004

Repassando o texto... não fui eu que escrevi!!! É de um associado
do clube, qualquer dúvida perguntem!!


Bretton Woodstock.

La expresión es una mezcla de Bretton Woods y de Woodstock. Bretton
Woods es una ciudad en los Estados Unidos donde fue decidido como
sería el sistema financiero internacional después de la Segunda
Guerra Mundial. Los vencedores del conflicto, que ya sabían que iban
a ganarlo antes de su final, se reunieron allá en 1944. La guerra
sólo terminó en 1945. El principal vencedor de la Segunda Guerra
Mundial fueron los Estados Unidos, que eran el jefe de los Aliados.
La Unión Soviética también ganó la guerra y estaba entre los
Aliados. Pero era una situación especial. Era una aliada de los
Estados Unidos solamente contra un enemigo común, el nazi-fascismo-
militarismo del Eje, formado por Alemania, Italia, Japón y sus
aliados. La Unión Soviética luchó dentro de su territorio y en
Europa del Este. Murieron más o menos 20 milliones de soviéticos. La
batalla de Stalingrado, en 1943, vencida por la URSS, fue el inicio
del fin para Hitler. Pero había mucho de ilusión en la victoria de
la URSS en la Segunda Guerra. En los años 1970 ya se podía percibir,
con un poco de atención, que los Estados Unidos ganarían la Guerra
Fría. En Bretton Woods, los Estados Unidos lograron (im)poner el
dólar como moneda de referencia del sistema financiero
internacional. Inicialmente, el dólar tenía que ser convertible en
oro. Todos los dólares tendrían que tener su correspondencia en oro.
En los años 1970, los Estados Unidos abandonaron unilateralmente esa
paridad entre el dólar y el oro. El sistema que fue creado en
Bretton Woods fue muy importante para los Estados Unidos. De 1945
hasta casi el final de los años 1960, los Estados Unidos lograron
ser la principal referencia en una inmensa parte del mundo. Muchos
querían ser como los estadounidenses. La "americanización" de la
Europa Occidental, por ejemplo, ocurrió sobretodo en esa época.
América Latina ya sufría con eso desde antes.

Woodstock fue un festival de rock realizado en los Estados Unidos en
1969, el mismo año en el cual la bandera de los Estados Unidos fue
puesta por Neil Armstrong y sus compañeros en la Luna. Jimmy Hendrix
y Janis Joplin están entre los más conocidos cantantes que
participaron del festival de Woodstock. El año anterior, 1968, había
sido de contestación en muchas partes del mundo. En los Estados
Unidos también hubo protestas, contra muchas cosas del sistema, como
la guerra contra el Vietnam. Considero que el principal cambio de
ese período fue el pasaje de un capitalismo burgués para un
capitalismo hamburgués, que tiene como una de sus principales marcas
el McDonald´s. Fue en ese contexto que creció el llamado movimiento
hippie, especialmente en los Estados Unidos. Había cosas muy
interesantes en ese movimiento, que tenía como antepasado el
movimiento de los beatnicks, en los años 1950, también en los
Estados Unidos. Los hippies se inspiraban, en parte, en ideas y
maneras de vivir orientales. Era un momento en el cual mucha gente
no aguantaba más el materialismo de la sociedad capitalista del
consumismo. El gran problema es que casi todo en el movimiento
hippie fue resultado de una inspiración superficial de las ideas y
de las maneras de vivir del Oriente. En el fondo, los hippies
continuaban rehenes de la sociedad del espectáculo. Muchos de ellos
no conseguían realmente cuestionar el capitalismo y oponerse a ese
sistema en sus fundamentos. Todo era muy superficial. No fue difícil
para el sistema acabar con esa historia de revuelta hippie. El
sistema cambió un poco su manera de hacer la represión cotidiana.
Aprovechó justamente el "sexo, drogas y rock and roll" de los
hippies y compañía e incentivó la indústria del hedonismo. Fue una
poderosa válvula de espace para la cacerola de opresión que es la
sociedad capitalista. Muchos hippies se transformaron en empresarios
capitalistas, especialmente del tipo hamburgués. Algunos, incluso,
empezaron a jugar en la bolsa de valores y fueron los padres de los
yuppies de los años 1980 o entonces fueron ellos mismos, en otros
casos, los propios yuppies. Son útiles para el sistema por muchas
razones. Saben hacer muy bien la propaganda de la dictadura de la
sonrisa. Con ese tipo de propaganda, la dictadura parece un lindo
paraíso. Algunos de los hippies se transformaron en frecuentadores
de las sociedades hípicas. El capitalismo con la sonrisa es un
subproducto de los hippies. Los centros comerciales del tipo
shopping centers son el LSD de la clase media. Es por todo eso que
digo que hay una relación entre Bretton Woods y Woodstock. Esa
relación es de parentesco, de cumplicidad, y no de oposición. Es por
eso que utilizo, con una cierta ironía, la expresión Bretton
Woodstock.

quinta-feira, junho 03, 2004

Nujoma Acusa "Imperialistas" de Explorarem África
Quarta-feira, 02 de Junho de 2004

O Presidente cessante da Namíbia, Sam Nujoma, que no fim do ano deverá ceder o poder a um novo chefe de Estado, afirmou esta semana que "ninguém dará a paz à África se não forem os africanos a consegui-lo".

Numa assembleia parlamentar realizada em Windhoek, a capital, o líder da SWAPO disse que "a África deve deixar de viver das migalhas dos países imperialistas", pois "tem mais riquezas do que a Europa e a América juntas".

Segundo ele, "os imperialistas aproveitam-se dos recursos de África e fazem os africanos combater-se uns aos outros", como na República Democrática do Congo (RDC).

"O forum parlamentar da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral é uma instituição representativa das pessoas da região, mas para meu pesar actos errados, como a invasão militar de um Estado membro, a RDC, por alguns países desejosos de guerra, levaram ao genocídio de mais de três milhões de pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e idosos", declarou o Presidente.

"No entanto, perante estes actos de barbárie, os parlamentares da SADC permaneceram silenciosos", acrescentou. "O que é que andam a fazer?". No seu entender, a situação do antigo Zaire é instigada por "países imperialistas, por causa das abundantes riquezas, em especial os recursos minerais".

Criado em 1996, o forum parlamentar da SADC reúne um total de 1800 deputados de 12 países da região, com o objectivo de tomarem medidas que tenham impacto em todos os seus países membros. Mas não se tem visto grande utilidade deste organização. Entre os seus assuntos de preocupação para os próximos anos encontra-se o apoio à democratização, que ainda só é visível numa parte dos países africanos.

Desde há muitos anos, os povos da África Austral, da RDC à Suazilândia, têm sonhado com a democracia e com os direitos humanos, mas existem forças e instituições que os limitam, mantendo a região num índice de desenvolvimento social muito inferior ao da Europa.

O objectivo declarado do forum parlamentar é que países como Angola ou o Zimbabwe saibam organizar-se de uma forma democrática, realizar periodicamente eleições e introduzir um sistema de rotatividade entre as suas diferentes formações políticas, não se mantendo sempre o mesmo grupo no poder.

www.publico.pt
China luta pela proteção do meio marítimo

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http://po.chinabroadcast.cn/1/2004/06/03/1@10401.htm
cri
Às vésperas do Dia Mundial da Proteção Ambiental (5), o gabinete de imprensa do Conselho de Estado da China concedeu uma conferência coletiva, na qual, os responsáveis da Administração Estatal do Meio Ambiente apresentaram a situação sobre a proteção do meio marítimo da China. O Diretor da Administração, Xie Zhenhua afirmou que a China vem priorizando os trabalhos de proteção do meio marítimo da China, especialmente a prevenção e tratamento da poluição marítima nas áreas próximas ao continente, tendo obtido resultados notáveis. Escuta agora a reportagem a este respeito.
O tema do Dia Mundial de Proteção Ambiental é " Perigo! Mares e Oceanos: vida ou morte" conclama todos as nações a proteger os mares e oceanos.

A China é um país com vasta área territorial marítima, com uma extensão litorânea de 18 mil quilômetros e mais de 3 milhões de quilômetros quadrados das águas adjacentes. O diretor Xie Zhenhua reconheceu que com o crescimento econômico rápido das zonas costeiras e com o aumento demográfico, a emissão de poluentes para o mar agravou-se nos últimos anos. Ele disse:

A China é um grande país com um enorme litoral. A prevenção e tratamento da poluição dos mares e melhora do meio ambiente constitui importante missão do país. Porém, apesar dos esforços, a questão da poluição marítima ainda não foi resolvida.

Segundo dados publicados, em 2003, a área marítima poluída chinesa chega a 142 mil quilômetros quadrados, enquanto algumas áreas de desembocaduras de rios estão gravemente poluídas.

Xie Zhenhua analizou os motivos da questão. Segundo se informou, os elementos poluentes dos mares próximos são provenientes da área continental. Dos Rios Yangtse e Amarelo, foram desovados mais de 6 milhões de toneladas de poluentes por ano.

A questão chamaou a atenção do governo chinês. A partir do dia 2001, a China começou projeto piloto no Mar Bo, o mar meio fechado, a fim de controlar a emissão de resíduos industriais. Segundo ele, depois de 3 anos de trabalhos, foram obtidos notáveis resultados.

"Tomamos o projeto Mar Verde como importante projeto piloto, tendo considerado questões dos rios e mares e das questões terrestres e marítimas. "

Segundo ele, nos últimos três anos, as províncias próximas da região fecharam uma série de indústrias poluidoras e construíram centros de tratamento de esgotos, o que tem melhorado e reduzido a emissão dos resíduos, com o que a qualidade do mar tornou-se melhor.

Porém, mesmo tendo progressos, em sua conjuntura, a situação do meio marítimo da China não mudou muito. A vice-diretora da Administração,

Wang Jirong afirmou que os impactos da poluição resultaram num fenômeno freqüente conhecido como maré vermelha.

Ela disse que a maré vermelha é um fenômeno anormal que acomete a ecologia marítima. Afora motivos como temperatura ou clima, a poluição é o principal fator. Ela disse que nos anos 90 do século 20, registraram-se 20 vezes por ano, porém, entre 2000 e 2003, foram observadas respectivamente 29, 77 , 79 e 119 vezes.

Ela disse que para melhorar a situação, a Administração está disposta a estender o projeto do Mar Bo para outras regiões litorâneas. Além disso, vai adotar o regime de autorização para a emissão de resíduos, a fim de controlar a poluição marítima. O objetivo é atingir, até o ano 2010, o tratamento e a reciclagem de 70% das águas poluídas das cidades costeiras chinesas, enquanto mais de 80% do lixo urbano será tratado.

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ONU com novo representante especial em Timor

O japonês Sukehiro Hasegawa foi oficialmente empossado como o novo representante especial do secretário-geral da ONU para Timor-Leste, substituindo o indiano Kamalesh Sharma, noticiou a Lusa. Hasegawa era o número dois na missão da ONU que terminou o seu mandato a 20 de Maio. Vai manter as funções de coordenador residente da ONU e de representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Díli.
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Defendidas Quotas para Travar Entrada de Mulheres nos Cursos de Medicina
Por EMÍLIA MONTEIRO
Quarta-feira, 02 de Junho de 2004

O crescente número de mulheres a entrar nas faculdades de Medicina está a causar apreensão entre alguns sectores da classe médica e das próprias instituições de ensino. Há mesmo quem defenda a criação de quotas para homens, numa tentativa de travar a presença maioritária das universitárias nestes cursos.

António Sousa Pereira, médico e presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, é taxativo: se o modelo de ingresso nos cursos de Medicina não for alterado, "terão de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades".

A ideia, garante, é partilhada por outros colegas. "Toda a gente fala disto à boca pequena; como é um assunto polémico, há um certo receio de discuti-lo", explica.

Segundo números fornecidos pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior, existem mais 1500 mulheres que homens a frequentar, neste ano lectivo, os diversos cursos de Medicina existentes em Portugal.

Esta maioritária presença feminina nas turmas vai originar, nos próximos anos, um aumento do já de si elevado número de mulheres a exercer Medicina. "É indiscutível que é necessário haver um maior equilíbrio de sexos", defende também o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Germano de Sousa.

O bastonário diz mesmo que, se a situação não se alterar, prevê "muitos problemas" para os próximos anos. O facto de haver áreas da Medicina pouco escolhidas pelas mulheres (como a Urologia e a Ortopedia) não quer dizer que elas não sejam maioritárias em quase todos os colégios de especialidades médicas.

A questão da introdução de quotas começou a ser discutida em força, em Setembro do ano passado, numa reunião anual da Associação de Educação Médica Europeia realizada em Berna, na Suíça. Com o número das mulheres médicas a aumentar em toda a Europa, as faculdades de Medicina discutem já oficialmente a preocupação inerente à mudança de "hábitos e normas" em áreas até agora quase exclusivamente masculinas.

Em Portugal, a revista "Nortemédico", pertencente à secção regional do Norte da Ordem dos Médicos, fala também no assunto na sua última edição. Em entrevista, António Sousa Pereira explana a sua posição em relação a esta questão.

"Maternidade afasta as mulheres do serviço"

O bastonário sabe que, "com o actual sistema de acesso aos cursos de Medicina, entram mais mulheres do que homens" nas faculdades. Para isso conta muito, em seu entender, o facto "de as estudantes terem mais juízo e estudarem mais do que os rapazes".

E que modelo de acesso preferia Germano de Sousa? "Defendo que a nota de candidatura aos cursos de Medicina deve ser de 14 valores e que às notas deve juntar-se outro tipo de provas capazes de evitar que um aluno com notas excelentes e uma má formação geral possa ser um mau médico", esclarece.

Em relação à criação de quotas para os estudantes de Medicina, "no abstracto", o bastonário mostra-se "contra, porque as quotas parece sempre que são para defender um ser inferior". Mas admite que, "oficiosamente, o assunto vai surgindo". Até porque, considera, para além de homens e mulheres terem formas diferentes de trabalhar, "a maternidade afasta as mulheres do serviço e tira-lhes alguma da capacidade de doação à profissão".

Mesmo assim, as mulheres são maioritárias em todas as escolas médicas existentes em Portugal: nas universidade da Beira Interior, de Coimbra, da capital (Universidade de Lisboa e Nova de Lisboa), do Minho e do Porto (Faculdade de Medicina e ICBAS).

Uma Medicina "cada vez mais no feminino", sobre a qual Germano de Sousa diz que é preciso "reflectir". "É necessário rever todo o sistema e é fundamental que o Ministério da Ciência e Ensino Superior, bem como o da Saúde, aceitem entrar na discussão", finaliza.

"Não É Uma Posição Machista, É a Realidade"
Por E.M.
Quarta-feira, 02 de Junho de 2004
P. - Por que é que defende a criação de quotas para homens nas faculdades de Medicina?

R. - A presença maioritária de mulheres nos cursos de Medicina tem depois reflexos na escolha de especialidades e cada vez temos mais mulheres a ocupar posições em áreas de actividade médica que não eram tradicionalmente ocupadas por elas. São assimetrias que estão a ser criadas dentro do sistema e que só podem ser corrigidas com a instituição de quotas.

P. - Quais são as áreas onde acha mais premente instituir quotas para médicos homens?
R. - Há especialidades da Medicina que não são tão procuradas pelas mulheres, porque não têm tanta apetência natural para elas. Por exemplo, em Portugal, só há uma mulher urologista e na Ortopedia também existem poucas. Acredito que os homens que vão consultar uma médica urologista sintam um certo embaraço inicial.

Todos os médicos sabem que existem áreas de actividade clínica em que as mulheres têm riscos e comportamentos que não eram os tradicionalmente associados a essas áreas. E isto causa alguma perturbação e instabilidade.

P. - As suas palavras podem ser entendidas como sendo algo machistas...
R. - Não, não se trata de nenhuma posição machista. É a realidade e temos de admitir que as competências e as limitações dos homens e das mulheres são de ordem biológica. O facto de as mulheres engravidarem cria logo algumas questões que importa resolver. Uma médica grávida tem de se afastar de doenças infecto-contagiosas e não pode, de forma alguma, realizar cirurgias que possam demorar 12 ou 14 horas.

Há mulheres que se "casam com a profissão" e são clínicas brilhantes e há outras que se casam e que também são clínicas brilhantes, mas não em especialidades como a microcirurgia. Nesta área, uma médica estar parada quatro meses (por causa da maternidade) significa logo grandes retrocessos na carreira. E depois há a própria estrutura hospitalar, que é de tal forma competitiva que as próprias direcções hospitalares podem não querer contratar médicas por causa das possíveis faltas que irão ter
RÚSSIA DÁ AVAL A AUTO-ESTRADA DA ÁSIA

De São Petersburgo a Singapura, a auto-estrada da Ásia terá 140.000 quilómetros. A Federação Russa acaba de dar seu apoio à construção da maior auto-estrada do mundo, patrocinado pela ONU.

Esta auto-estrada passará a aliviar tensões em postos de fronteira e irá regular o fluxo de pessoas e tráfico entre as várias regiões da Ásia, trazendo zonas previamente sem fácil contacto em comunicação com outros países e povos.

A auto-estrada será dum comprimento de 17.000 km na Rússia e 26.000 na República Popular da China.

Olga SELYANINA
PRAVDA.Ru
PUTIN VAI VISITAR AMÉRICA LATINA

Sergei Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, confirmou que Presidente Vladimir Putin irá visitar México e Chile no próximo futuro, numa altura em que a região está sob grande pressão devido à instabilidade financeira global e tentativas dos EUA de impor seu sistema de comércio livre.

A notícia foi confirmada por Lavrov na ocasião da visita do MNE de Equador a Moscovo e será prova da melhoria das relações entre esta região e a Federação Russa. A visita de Vladimir Putin vem numa altura em que a América latina tenta sair da fossa criada por políticas draconianas de mercado livre que deixou metade da população (300 milhões de pessoas) abaixo da linha de pobreza.

As três maiores economias da América Latina (Brasil, México, Argentina) viram devastados seus sectores públicos na onda de privatizações, viram destruídos os sistemas de segurança social e viram o desmantelamento das indústrias.

Porém, a cena começa a mudar. Putin encontrará várias coligações de centro-esquerda na maioria dos países da América Latina, especialmente na América do Sul. O Presidente da Venezuela é um ex-oficial do exército populista, o Presidente do Brasil é um ex-sindicalista, o Presidente do Chile é socialista e o Presidente da Argentina é de centro-esquerda.

Há pouco tempo, o Republicano Henry J. Hyde avisou a Casa Branca do novo Eixo do Mal na América latina, considerando que Lula representava um perigo “pró-Castro”, sendo um radical que incharia o bando de líderes hostis aos EUA na região, juntamente com Cuba e a Venezuela de Hugo Chavez.

Ao contrário, a maioria dos governos “esquerdistas” da região, mesmo representados por elementos com currículos radicais, se provaram pragmatistas que seguem os princípios económicos estabelecidos e que jogam obedecendo as regras internacionais. Alguns podem preferir a social-democracia europeia ao capitalismo rompante dos EUA, mas as suas acções não são tão radicais como era temido em Washington.

A notar, todas estas nações, incluindo México, votaram e protestaram contra a invasão do Iraque e contra as atrocidades de Israel nos territórios palestinianos, recusaram enviar tropas para o Iraque sob o domínio dos EUA mas optaram por apoiar uma força multilateral da ONU, posição encorajada pela Rússia.

A visita de Vladimir Putin à América latina será uma excelente oportunidade para ambos os lados fortalecerem os laços políticos e económicos que quase foram rompidos com o desaparecimento da União Soviética.

Hernán ETCHALECO
PRAVDA.Ru
BUENOS AIRES ARGENTINA

quinta-feira, maio 27, 2004

Somos alunos.
Estamos matriculados regularmente, freqüentamos as aulas, passamos nas provas. E nos encontramos no meio do nosso caminho universitário.

Não necessariamente somos estudantes. O Pacto está feito: os livros estão ai, descansando languidamente nas prateleiras de nossas estantes ao sabor do ar condicionado que o envolve, quando não toma banho de sol na varanda da biblioteca. Mas estes foram feitos para serem olhados, meramente consultados – pois logo no primeiro dia de aula todos os professores nos “tranqüilizam” avisando que poderemos passar direto em suas matérias apenas com as anotações em caderno, nos poupando o extenuante trabalho de pensar. Algumas vezes, quando o “mestre” resolve faturar alguns trocados, adota-se um livro – o escrito pelo próprio professor. De qualquer forma, sempre há a necessidade da adoção de alguma corrente teórica - e assim, os cadernos se tornam o resumo de um determinado livro. Tudo o que temos que fazer é decorar essas anotações, tirarmos, 10, fazer a alegria da família, constituir um bom CR., arranjar um bom emprego e dormimos todos os dias em paz com nossas consciências.

E sendo assim somos escravos. Não temos direito ao básico: a discordar de uma teoria ou corrente ideológica. Pois quando nos apresentam uma tese como sendo a verdade, não há o que contestar – quem contestaria a Verdade? Aceitamos placidamente o que nos é dito – e a Verdade é inaplacável com seus contestadores: tasca-lhes um zero, reprova-os, tenta marcar suas vidas com o símbolo dos perdedores.

Somos todos alunos. Mas nem todos são estudantes e nem todos são cordeirinhos. Ainda assim, sempre haverá a maioria esmagadora e a minoria combativa. Não lutamos pela razão, mas pelo direito de termos idéias próprias e sermos respeitados por isso.


Texto antigo escrito por mim, mas parece atual....

segunda-feira, maio 10, 2004

http://br.groups.yahoo.com/group/interconexos/
Associe-se!
Um dia chinês na União Europeia;

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A. O premier chinês Wen Jiabao fez uma visita à União Europeia, ontem, dia 6. Vamos escutar agora uma reportagem despachada por nossa correspondente que acompanhou a visita do premier chinês.
Oi, Zhang Hui, poderia nos relatar a visita do premier chinês do dia 6 à sede da União Europeia.

B. Oi, bom dia. Claro que sim. Para a União Europeia, dia 6 de maio foi um dia marcante. Pois 29 anos atrás, a China e a Comunidade Econômica Europeia estabeleceram relações oficiais. 29 anos depois, o premier chinês fez sua visita oficial e mais solene à sede da UE. Tal como o premier disse, a visita dele ocorreu num momento muito bem entrosado. A visita rápida de Wen Jiabao marcou o dia chinês na União Europeia também.

A. Dia chinês, uma expressão cativada. Se pode nos explicar mais um pouco.

B. Claro que sim. Desde às 9 horas de manhã até as 2 horas da tarde, o presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi acompanhou o chefe do governo chinês. De manhã, eles compareceram ao Fórum sobre o Investimento e Comércio entre a China e a UE, no qual, Wen Jiabao proferiu um discurso perante mais de 600 empresários europeus e chineses, apresentando situação chinesa econômica, conclamando também que a UE conceda o mais rápido possível a posição de mercado livre à China. Por sua vez, Romano Prodi fez uma reação rápida, dizendo que concessão da posição de mercado livre à China é o objetivo que a UE procura, pois o que não só beneficia a China, mas também o desenvolvimento econômico europeu. No encontro realizado entre os dois líderes, foram trocadas ideias sobre o relacionamento bilateral. Depois, entrevista coletiva e banquete oferecido especialmente em homenagem ao premier chinês. O diálogo e contato entre eles marcaram uma nova fase nas relações bilaterais entre a China e a UE. O Sr. Romano Prodi as descreveu líricamente, citando um artigo publicado num semanário com o título "Amor entre a China e a Europa", com o sub-título "além de amor". Ele disse que se os títulos não retratarem exatamente o matrimônio, pelo menos já monstram a vontade de se casar. As palavras dele provocaram calorosos aplausos e gargalhadas.

A. Além de comentário de Prodi, qual foi a reação de outros.

B. O ministro de Comércio da China, Sr. Bo Xilai também comentou o evento, dizendo assim: fundo

A visita de Wen Jiabao à Europa me deixou profundas impressões, isto é, China e Europa cada dia mais próximos. Podemos qualificar a China e a União Europeia são duas grandes famílias, respectivamente com populações de 1 bilhão e 300 milhões e 450 milhões. Agora, todo o mundo acompanha atentamente estas duas famílias. Sendo o ministro de Comércio, eu espero que a posição de mercado livre da China seja reconhecida o mais rápido possível, o povo chinês merece tudo isso, ao mesmo tempo, só com isso, se poderá ampliar a cooperação entre empresas chinesas e europeias. Ao fazer isso, a Europa não vai perder nada, mas sim, poderá ter melhor cooperação com melhor amigo. Se o dia primeiro de Maio for um novo ponto de partida para a UE, dia 6, dia em que foram mantidos encontros entre o premier chinês e o presidente da Comissão Europeia, será um novo ponto de partida no relacionamento entre a China e a Europa além de mostrar o espírito da Europa de livre comércio e justa concorrência.

A. Obrigado.

Fonte: http://po.chinabroadcast.cn/1/2004/05/07/1@8967.htm
Chechênia enterra Kadyrov e se prepara para mais guerra

Juan Antonio Sanz

MOSCOU - A Chechênia enterrou hoje Akhmad Kadyrov, seu presidente assassinado no atentado que no domingo semeou o terror em Grozni, e se preparou para um iminente recrudescimento da guerra ao perder Moscou a mão de ferro na região. Milhares de soldados russos e milicianos locais foram deslocados nas principais estradas chechenas ante o temor que o vazio deixado pela morte de Kadyrov anime aos rebeldes a lançar uma ofensiva quando ainda reina a confusão nesta república.

As tropas estavam também encarregadas de garantir a segurança dos dirigentes chechenos e de outras regiões russas que acudiram ao enterro de Kadyrov, que morreu, junto a outras seis pessoas, no atentado que ontem tingiu de sangue Grozni, a capital da Chechênia. Às seis pessoas, incluído Kadyrov, que o Kremlin reconheceu ontem como vítimas mortais do ato terrorista se acrescentou hoje o falecimento de um dos feridos que estavam hospitalizados.

Uma bomba explodiu na manhã de domingo sob a tribuna de honra do estádio Dínamo de Grozni, onde Kadyrov e a cúpula político-militar da Chechênia presidia os festejos do 59º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista. A explosão também matou o presidente do Conselho de Estado da Chechênia, Hussein Isáyev, e causou gravíssimos ferimentos ao comandante-em-chefe das tropas conjuntas russas no Cáucaso Norte, Valeri Baránov, que hoje experimentou certa melhoria no hospital onde está internado.

Ao sepultamento de Karímov, que teve lugar em Tsentorói, no sudeste da Chechênia, assistiram milhares de pessoas, entre seguidores, dirigentes de outras regiões e repúblicas russas, e autoridades islâmicas. O nome de Kadyrov e sua lembrança como presidente e antigo mufti (líder espiritual) da Chechênia se repetiu nas principais mesquitas da Rússia, nas quais se ressaltou sua capacidade para atrair a alguns dos rebeldes chechenos mais obstinados na luta armada contra Moscou.

O Conselho de Estado checheno fez também uma chamada a união de todos os chechenos contra aqueles que tentam impedir a recuperação da Chechênia. As autoridades responsabilizaram do ato terrorista aos rebeldes fundamentalistas que, há quase cinco anos, combatem às forças federais e as milícias chechenas pró-russas nesta segunda guerra da Chechênia.

Os principais meios de comunicação russos comentaram hoje o difícil tarefa que tem ante si o Kremlin para encontrar um substituto para Kadyrov, que, apesar de haver sido odiado por muitos chechenos, era respeitado por sua força militar e pelas alianças que conseguiu tecer em seu entorno. ''Nos últimos quatro anos ficou claro que Kadyrov era o único político cuja autoridade e força podia unir essa parte da sociedade chechena que não se opunha a viver em paz com Moscou'', publicou o jornal digital Gazeta.ru.

Um dos maiores temores em Moscou é que Sergei Abramov, primeiro-ministro da Chechênia que foi nomeado ontem por Moscou presidente interino, não possa se fazer respeitar pelos clãs chechenos mais belicosos enquanto se convocam eleições e se procura substituto para Kadyrov. Por isso, uma das primeiras medidas adotadas por Abramov (que conta com o inconveniente de ser russo em uma república onde os laços de sangue são muito importantes) foi escolher hoje como primeiro vice-primeiro-ministro Ramzán, o filho de Kadyrov e comandante de uma guarda pretoriana de quase 10 mil milicianos.

No entanto, Ramzán, que presidiu junto a seu irmão Selim Jan as exéquias de seu pai em Tsentoroi, não conta com o respeito que tinha Kadyrov, daí o risco que os esforços deste para aglutinar aos principais clãs se quebrem. Desde sua eleição como presidente nas eleições de outubro de 2003, Kadyrov conseguiu que deixassem as armas pelo menos quatro dos principais caudilhos militares chechenos até então leais a Aslán Maskhádov, o principal líder separatista.

Na semana passada, alguns membros do governo de Kadyrov tinham assinalado que a intenção deste era oferecer a cabeça de Maskhádov ao presidente russo, Vladimir Putin, como mostra de boa vontade e para limar as diferenças com o Kremlin. A eliminação de Maskhádov, presidente checheno deslegitimado por Moscou, era o objetivo da operação lançada há poucos dias por Ramzán nas montanhas; sua morte ou captura teria permitido a Kadyrov pedir mais concessões no autogoverno da Chechênia.

Agora, no entanto, o assassinato de Kadyrov não só dá alívio aos separatistas, mas, além disso, pode obrigar Moscou a lançar ofensivas militares a grande escala, caso que alguns dos principais chefes chechenos decidam voltar a tomar as armas.

Agência EFE

segunda-feira, abril 26, 2004


Internacional 26-04-2004 - 21h49

Grupo armado dá prazo de cinco dias
Guerrilha ameaça matar reféns caso italianos não se manifestem nas ruas

AFP
O grupo armado iraquiano que mantêm em seu poder três reféns italianos ameaça executá-los se dentro de três dias a população italiana não sair à rua para contestar a participação militar do país na ocupação do Iraque.

A notícia foi avançada pela televisão por satélite Al-Arabiya, que adiantou ter recebido um comunicado e uma cassete vídeo do grupo que se autodenomina "Brigada Verde do Profeta".

A estação divulgou algumas imagens da cassete, mostrando os reféns, cercados por homens armados e encapuzados.

Segundo a Al-Arabiya, o grupo propõe libertar os três homens, capturados há duas semanas, "se o povo italiano organizar manifestações para protestar contra o político do seu Governo no Iraque". "O grupo concede cinco dias aos italianos para organizar as manifestações, caso contrário matará os reféns", acrescentou a televisão, citando o comunicado da brigada.

O texto afirma ainda que os reféns, seguranças de uma empresa norte-americana, foram sequestrados "porque se dedicavam a acções de espionagem no Iraque".

Os três italianos foram capturados a 12 de Abril em local incerto, juntamente com um quarto elemento que viria a ser executado dois dias depois pelo grupo face à recusa do Governo italiano em retirar as tropas do Iraque.

Reagindo à difusão das imagens e ao ultimato, a classe política italiana foi unânime a rejeitar as exigências dos sequestradores. O Governo italiano reafirmou que não cederá a qualquer pressão, enquanto a oposição de esquerda rejeitou qualquer tipo de negociação com terroristas, lembrando que a sua oposição à guerra é conhecida há meses.

Meses antes do início da guerra no Iraque, Roma foi palco de uma das maiores manifestações pacifista em toda a Europa, reunindo perto de três milhões de pessoas. Ali Abbas/EPA

Os sequestradores exigem que os italianos contestem a participação militar do país na ocupação do Iraque



Revolucionar conhecimento sobre o funcionamento da Terra
Cimeira internacional lança plano de observação do planeta

PUBLICO.PT
Os ministros de 47 países, reunidos ontem na Cimeira Internacional de Observação da Terra, em Tóquio, lançaram um plano para revolucionar o conhecimento sobre o funcionamento do planeta e criar ligações científicas entre os povos.

Ontem ficou acordada, entre os ministros e a União Europeia, o desenvolvimento do Sistema Global de Observação da Terra, estrutura global para a próxima década que vai, pela primeira vez, "tomar o pulso ao planeta".

"O nosso ambiente não conhece fronteiras. (...) Trabalhando em conjunto, podemos encontrar soluções e impulsionar as alterações necessárias para proteger as pessoas, promover a prosperidade e preservar o planeta", disse o administrador da EPA (Agência norte-americana de Protecção do Ambiente), Mike Leavitt.

Actualmente, centenas de investigadores trabalham separadamente para monitorizar a qualidade da água e do ar, melhorar a segurança aérea e prever desastres naturais. De acordo com a NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration, "uma vez ligados num sistema de sistemas, os benefícios sociais e económicos serão enormes". Entre essas vantagens estão a previsão de fenómenos climáticos extremos, descobrir onde poderá surgir novo surto de Síndrome Respiratória Aguda ou malária e melhoria da monitorização da qualidade do ar.

A 31 de Julho do ano passado, 33 nações e a União Europeia adoptaram uma declaração onde se comprometeram a desenvolver um sistema de observação da Terra para sustentar tomadas de decisão por todo o mundo. Nesse encontro, os participantes lançaram o Grupo de Observações da Terra (GEO, sigla em inglês) para desenvolver o plano. O GEO - coordenado pelos Estados Unidos, Comissão Europeia, Japão e África do Sul - já organizou cinco subgrupos e criou um secretariado para apoiar as actividades. A estrutura conceptual foi apresentada ontem na cimeira de Tóquio e o plano final será divulgado numa cimeira ministerial marcada para o final deste ano.

fonte: www.publico.pt

terça-feira, abril 06, 2004

Gostaria de agradecer aos amigos que me apoiaram nesse fim de semana tenebroso de febre de 39,5 graus, e gripe. Principalmente pela "assistência técnica" de passar o domingo me ligando pra saber se eu estava melhor, isso prova que são verdadeiros * amigos* na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, falar que é amigo é tão fácil, ser amigo é que é dificil. Meus pais também estão se recuperando.



Alguns assuntos breves e outros longos;



Vou promover um "concurso" para o logotipo e template (fundo da página) para o projeto Interconexos, isso vai alavancar a página e divulgar melhor para a Europa e Ásia onde tenho ainda poucos, mas alguns leitores.



Estou preparando material para colocar no blog de palestras assistidas, mas me preocupo com algumas colocações feitas no calor do debate que talvez fosse mais adequado fazer, não uma censura propriamente dita, mas a troca de alguns vocábulos. As partes envolvidas serão consultadas previamente.



Gostaria que enviassem sugestões de "pauta" para poder adequar o nosso conteúdo ao que mais interessa ao leitor.

Já estou cadastrando colaboradores articulistas, para peridiocidade semanal ou quinzenal.



Agora vamos ao prato principal: beneficiamento de urânio enriquecido para fins pacifícos; a voracidade pelo segredo tecnológico brasileiro de ter desenvolvido um processo mais barato e mais eficiente. Segundo outras fontes, esse processo ainda não está ativo em Rezende; vamos às versões dos fatos:



no Globo:

05/04/2004 - 19h08m

Amorim garante que Brasil nunca impediu inspeção de urânio

Luciana Rodrigues, Cristiane Jungblut e Gerson Camarotti - O Globo

RIO - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, garantiu nesta segunda-feira que nunca houve qualquer impedimento para a inspeção do enriquecimento de urânio no Brasil. Segundo o ministro, ninguém duvida que o Brasil usa energia nuclear apenas para fins pacíficos e, mais especificamente, para a produção de energia. Reportagem publicada pelo jornal americano "Washington Post" no domingo acusou o Brasil de impedir fiscais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inspecionar uma unidade de enriquecimento de urânio e insinuou que o país poderia estar planejando ter a capacidade de produzir armas nucleares.


- O Brasil está rigorosamente cumprindo com suas obrigações internacionais. Em todas as inspeções, o modo de realizá-las é sempre negociado - afirmou Amorim, que nesta segunda deu uma palestra na Câmara de Comércio Americana do Rio.


Segundo o ministro, os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário prevêem que as inspeções sejam feitas para assegurar que a energia será usada para fins pacíficos mas, ao mesmo tempo, preservando o segredo da tecnologia desenvolvida em cada país.


- O Brasil vai ter necessidade de energia barata, e energia nuclear é uma delas. Não há porquê a gente ficar comprando eternamente (a tecnologia) dos outros.


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o Brasil não pode aceitar a notícia divulgada pelo "Washington Post" porque sempre respeitou as regras internacionais em relação à energia nuclear e sempre deixou claro que os objetivos do país são de ordem pacifica, e não bélicos.


Segundo Sarney, por isso o Brasil não pode ser comparado a países como Coréia do Norte e Irã, que sempre deixaram claro a intenção de usar a energia nuclear para fins bélicos.


- O Brasil sempre manifestou que quer a utilização dos átomos para a paz. Não há como aceitar um procedimento que nos coloque sob suspeição. Em nível internacional, a posição do Brasil é muito clara e efetiva contra a utilização da energia nuclear para fins bélicos. Pelo que tenho lido, realmente é um tratamento que não podemos aceitar - afirmou.


Para o vice-líder do governo na Câmara Beto Albuquerque (PSB-RS), a notícia é um pretexto dos americanos para conhecer a tecnologia desenvolvida pelo Brasil para enriquecimento de urânio.


- É aquela velha conversa americana. Eles usam o discurso de paz mas na verdade querem descobrir a tecnologia brasileira, que é um segredo de estado. O interesse dos Estados Unidos é 100% comercial. Isso é chilique de americano, eles adoram fazer isso. Querem que a gente mostre nossa tecnologia mas não mostram a deles - afirmou.


(grifo nosso)



no JB:



'Post': Brasil recusa inspeção



Luiz Queiroz



BRASÍLIA - O jornal The Washignton Post denunciou ontem uma suposta recusa do governo brasileiro - sob alegação de que estaria protegendo segredos industriais - de receber inspetores da agência de energia atômica da ONU em Resende (RJ), onde fica a Fábrica de Combustível Nuclear da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Com a manchete estampada na primeira página: ''Brasil esconde instalação nuclear'', o jornal norte-americano sugere que o ''atrito diplomático'' poderá contribuir para ''minar os esforços da Casa Branca para por um fim nos programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte''.



O jornal alega que o projeto nuclear brasileiro e a não inspeção coloca o presidente americano, George W. Bush, numa situação delicada. O presidente americano perderia seu discurso pela imposição de regras mais rígidas para o enriquecimento de urânio.



O diário norte-americano admite que a Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende produzirá urânio enriquecido para a geração de energia elétrica, o que significa que não é o tipo mais puro do mineral, usado em armas atômicas. Mas mantém a informação, citando ''fontes diplomáticas brasileiras e da ONU'', de que há um impasse na questão da inspeção das instalações nucleares brasileiras.



O Ministério das Relações Exteriores permanece sem tecer comentários sobre o atrito diplomático. Ontem a assessoria de imprensa do Palácio do Itamaraty apenas se limitou a informar para a BBC de Londres que o assunto tem sido objeto de ''negociações técnicas''.



A matéria publicada pelo jornal norte-americano, segundo a assessoria não é nova, pois o assunto foi divulgado pela imprensa internacional há dois meses. Um diplomata brasileiro teria afirmado ao Post que o Brasil se sente ''aborrecido e quase ofendido'', com essas suspeitas.



De acordo com o Washignton Post, inspetores têm tentado verificar a situação das instalações de Resende. ''Mas os muros altos dificultam ou impedem a visão do prédio, que ainda está em construção'', informaram os técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica ao jornal.



A reportagem do Post afirma que a Casa Branca deve enviar emissários a Brasília neste mês para pressionar o governo brasileiro a ter mais cooperação com a ONU. Também informa que ainda não há indícios de que o governo norte-americano pretenda fazer gestões contra a continuidade do programa nuclear brasileiro, o que poderia levar a um impasse diplomático.





No Estado de São Paulo:



Sarney diz que Brasil não deve aceitar pressão dos EUA





Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que o País não pode aceitar a pressão dos Estados Unidos para que assine com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) um protocolo adicional sobre inspeções em instalações nucleares. "Pelo que tenho lido, esse é realmente um tratamento que não podemos aceitar. Não podemos aceitar nenhuma semelhança com o tratamento dado à Coréia do Norte e ao Irã, (pois) esses são países que têm tradição em armamento nuclear, que o Brasil não tem" afirmou.



Sarney avaliou que o Brasil sempre manifestou que nós queremos a utilização do átomo para a paz, sempre estivemos de acordo com as regras internacionais sobre energia nuclear. De maneira que não há como aceitar um procedimento que nos coloca em semelhança com a Coréia e o Irã. No nível internacional, a posição do Brasil é muito clara a respeito desse problema."



Preservação do segredo

O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), defendeu a preservação do segredo atômico pelo Brasil. O senador reconhece que o Brasil, "por ter abdicado da bomba atômica, paga um preço muito alto no cenário mundial". Segundo ele, quem passa dez dias na ONU percebe que o Paquistão parece ser "muito mais importante que o Brasil". Frisou, porém, que considera correta a posição brasileira. Ele disse ser a favor da criação de uma "super força" de defesa para agir, se for necessário, em caso de ocupação da Amazônia, por exemplo.



Rosa Costa e João Domingos





Amorim culpa Ongs por polêmica sobre inspeção nuclear





Rio de Janeiro - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a notícia publicada ontem no jornal Washington Post, denunciando possível resistência do Brasil a inspeções na unidade de enriquecimento de urânio no País, “não reflete posições do governo americano, mas de alguns setores da sociedade, e se baseia em informações infundadas”. Ele disse que o ministério brasileiro das Relações Exteriores divulgará hoje nota sobre o assunto em nome do governo, mas antecipou que “o Brasil está cumprindo rigorosamente com suas obrigações internacionais” no caso do urânio.



Segundo ele, o País é signatário dos acordos internacionais referentes ao assunto e todos eles prevêem inspeções negociadas. Ele afirmou que a utilização da energia nuclear no Brasil é para fins pacíficos e afirmou que “o País tem que ter a possibilidade de proteger sua tecnologia, desenvolvida aqui”. Perguntado se a questão do urânio cria um “impasse diplomático” entre Brasil e Estados Unidos, Amorim disse que “nunca recebemos uma manifestação direta do governo americano que leve a essa conclusão”.



“Não senti pressão dos Estados Unidos até o momento, o que tenho ouvido é que não há dúvida que a tecnologia nuclear do Brasil é para fins pacíficos e para energia”. Perguntado sobre que setores da sociedade americana estariam insatisfeitos com a suposta resistência brasileira, Amorim citou genericamente as organizações não governamentais (Ongs). “Não há razão para suspeitar do Brasil nesse momento, mas o País necessita de energia e a nuclear é uma delas”.



Jacqueline Farid



Durante a semana mais informações sobre este fato. Há muito o que se dizer e comentar sobre isso.

quarta-feira, março 31, 2004

Esse texto é de geofrafia física e não política, mas nos interessa pelo nível de detalhamento. O original está no site Monografias.com


LA CUENCA DEL PLATA


Indice:
El Río Bermejo
El Río De La Plata
El Río Iguazú
El Río Paraguay
El Río Paraná
El Río Pilcomayo
El Río Salado
El Río Uruguay
Bivalvos Invasores Del Rio De La Plata
El Sistema Del Plata
Mercosur
Bibliografía

El Río Bermejo, nace en el noreste de Bolivia en el collado de Mecoya, a partir de la unión del Bermejo propiamente dicho y del Grande de Tarija. Fluye en dirección noroeste-sureste y hace de frontera entre Argentina y Bolivia a lo largo de 90 Km. Recibe a los ríos San Francisco y Seco al sur de Orán, y desemboca en el Paraguay, al norte de Resistencia y Las Palmas, poco antes de que éste confluya con el Paraná. Su antiguo cauce, situado entre Embarcación y Fortín Lavalle, mantiene el nombre de Bermejo, en tanto que su actual cauce se denomina Teuco. El color rojizo de sus aguas se debe al limo que éstas transportan. Su longitud es de 1.780 Km. y su caudal es escaso e irregular, lo que dificulta la navegación por el mismo, sólo posible desde la localidad de Presidente Roca, a unos 600 Km. de su desembocadura

El Río de la Plata es un estuario que se forma de la unión de los ríos Paraná y Uruguay. En su desembocadura se encuentra al océano Atlántico. Estos ríos tan caudalosos transportan enormes cantidades de sedimentos, por lo que el estuario presenta un gran número de bancos de arcilla y limo. El Río de la Plata forma un brazo de mar que separa los países de Uruguay y Argentina. Tiene unos 230 Km. de ancho, que disminuye progresivamente hacia el interior a lo largo de unos 274 Km. hasta el delta del río Paraná. Su contorno que se ensancha progresivamente, se divide en tres secciones: el río de la Plata superior, el río de la Plata medio y el río de la Plata inferior.
El río de la Plata superior, comprende el tramo que va desde el origen hasta la línea Punta Lara-Colonia. Su color es achocolatado claro, esto se debe a la enorme cantidad de limo en suspensión que posee. En esta sección sus orillas distan entre sí 50 Km. El lecho es poco profundo; un enorme banco denominado Playa Honda puede considerarse prolongación de los depósitos del delta del Paraná.
El río de la Plata medio, alcanza hasta la línea Punta Piedras-Montevideo; se produce un paulatino distanciamiento de las riberas hasta alcanzar un ancho de 100 Km.
El río de la Plata inferior, termina en la línea punta Norte del cabo San Antonio-Punta del Este. Se caracteriza por su decidido ensanchamiento y por un progresivo aumento de su profundidad, que llega a ser de 18 m en el límite externo. Desde el comienzo de esta sección empieza a sentirse la salinidad del agua.
En todo el río de la Plata el lecho de los bancos está formado por limo arenoso, y aun por arena dura, mientras que el de los canales es limo.
Además de los bancos, el fondo del río presenta barras, como la de Punta del Indio.
El mejor puerto natural del estuario se encuentra en Montevideo, Uruguay. Se han construido puertos artificiales en las ciudades de La Plata y Buenos Aires, en Argentina, aunque sus canales deben dragarse a menudo para evitar que la arena y el limo los obstruyan. Éstas obras de dragado, balizamiento y boyado demandan una gran cantidad de dinero.
Al río de la Plata se lo considera uno de los más importantes accidentes geográficos de la Argentina, ya que ;


- Es el principal acceso al territorio y a los países denominados "del Plata";
- Tiene decisiva influencia en las comunicaciones entre las diferentes regiones del país;
- Es la vía de salida hacia el exterior de los productos del campo y de la industria;
- En su margen derecha se halla situada Buenos Aires, capital política, cultural y económica de la Argentina;
- Es tan extenso que fue confundido con un mar por los primeros exploradores.
Las riberas del Plata se diferencian:
- La ribera uruguaya es alta, con peñas y cerros algo accidentados y acompañada por algunas islas e islotes
- La ribera argentina es baja y carece de islas y cerros. Es una playa formada por limos y en parte es cenagosa e invadida por juncales y camalotes; en las mareas bajas queda al descubierto el piso duro llamado tosca del río de la Plata.
Los accidentes principales que presenta la ribera argentina del río de la Plata son:
+ Las puntas Quilmes, Colorada, Lara, Atalaya, Indio y Piedras;
+ la bahía de Samborombón, el más pronunciado accidente costero del Plata.
El régimen del río de la Plata no depende tanto de las crecientes del Paraná y del río Uruguay (su forma de embudo hace que el aumento de caudal no afecte su nivel) como de las mareas y los vientos:
- Las mareas en condiciones normales llegan hasta Villa Constitución si el Paraná está bajante, y a San Pedro si está en creciente (en ocasiones extraordinarias la marea llega hasta Rosario); la marea cubre toda la ría del Uruguay y asciende hasta Concordia.

Amplitud de la marea en el Plata y aguas arriba
media máxima mínima
absoluta absoluta
Buenos Aires......................0,79 5,24 0,05
Martín García (muelle)........0,54 1,70 0,16


- Los vientos son en especial el pampero y la sudestada. Cuando el pampero sopla arrastra las aguas hacia la ribera septentrional; la costa argentina suele quedar desguarnecida mientras la costa uruguaya ya está creciente. La sudestada produce efectos opuestos: provoca inundaciones en la costa argentina; la parte de la planicie fluvial comprendida entre Buenos Aires y La Plata queda casi totalmente inundada.


El Río Iguazú, es tributario del río Paraná y es curso fluvial de Argentina y Brasil. Tiene una longitud de unos 1.210 Km., el Iguazú nace en la Serra do Mar, cerca de la costa atlántica, en el estado brasileño de Paraná desemboca junto a la encrucijada fronteriza que constituyen los países de Brasil, Argentina y Paraguay. En su curso se han construido las grandes presas de Salto Santiago y de Foz do Areia. Las aguas de este río bañan algunas pequeñas localidades brasileñas, como União da Vitória, Cruz Machado o Capanema, entre otras. Una parte de su curso inferior constituye la frontera entre Argentina y Brasil.
A unos 25 Km. de su unión con el Paraná se encuentran las famosas cataratas de Iguazú, con más de 270 cascadas. Una parte del agua cae como una gran cascada doble y otra en una serie de saltos. Durante la época seca se forman dos crestas de agua, cada una de 732 m de anchura, que en la época de lluvias se unen para formar una enorme catarata de unos 4 Km. de ancho. Con 72 m de altura, destaca el salto Grande de Santa María.

El Río Paraguay, nace en la meseta del Mato Grosso, en Brasil, a unos 300 m de altitud, posee unos 2.415 Km., con un perfil longitudinal regular y escasa pendiente, que atraviesa con una dirección general norte-sur la parte central del subcontinente.
Aunque el cauce del río varía a lo largo del año, presenta un régimen bastante regular, lo que, unido a su escaso desnivel y su relativa profundidad permite su navegación durante casi todo el cauce. Esto le convierte en una arteria de tránsito muy importante, porque constituye la única vía de acceso relativamente cómoda y económica entre el Atlántico y una región en pleno desarrollo económico como lo es el suroeste del Brasil. Esta es una zona por la cual se interesan cada vez más por los grandes consorcios agroindustriales que intentan implantar el cultivo a gran escala sobre todo de soja genéticamente manipulada.
En su curso se distinguen:

- Una primera parte que atraviesa un territorio bajo y anegadizo, llamado el gran Pantanal o Xarayes que absorbe las aguas del río en la época de creciente, retrazando notablemente la avenida que resulta de las lluvias tropicales.
- Una segunda parte que se inicia donde recibe las aguas del Pilcomayo; allí comienza a costear el territorio argentino. Su curso es sinuoso y contiene islas pequeñas. Es navegable por navíos de calado mediano. Los principales afluentes argentinos del río Paraguay son el Pilcomayo y el Bermejo.

Los puertos más destacados levantados a sus orillas son: Corumbá en Brasil, Puerto Suárez en Bolivia, Asunción en Paraguay y Formosa en Argentina.

El Río Paraná, nace en el sur de Brasil, en la confluencia de los ríos Grande y Paranaíba. Fluye en dirección suroeste atravesando el borde oriental del estado de Mato Grosso do Sul, tras lo cual sirve de frontera entre Brasil y Paraguay. El río se desvía hacia el oeste, constituyendo la frontera entre Paraguay y Argentina hasta su confluencia con el Paraguay. A continuación fluye hacia el sur y el este a través de Argentina hasta unirse con el Uruguay para formar el estuario del Río de la Plata, por donde desemboca en el océano Atlántico. Tiene una longitud aproximada de 3.940 km, de los cuales unos 1.610 km son navegables. Su majestuoso caudal permite en sus amplias zonas ribereñas una variada vegetación, que va desde las formaciones naturales de selva hasta la sabana. Su desembocadura en el Río de la Plata genera un delta en crecimiento constante, donde se cultivan cítricos y se desarrolla la industria maderera y turística. El Paraná descarga en el Río de la Plata una media de 17,3 millones de litros por segundo. En su cauce superior se encuentra la gigantesca presa de Itaipú, capaz de generar 12.600 MW de electricidad y Yacyretá

En el río Paraná se distinguen tres secciones:

- La sección superior hasta Santa Fe. El río es anchísimo, con grandes islas alargadas y cubiertas de bosques; sus brazos laterales reciben el nombre de riachos. Las dos riberas son de muy distinto aspecto: la margen izquierda en Corrientes y Entre Ríos hasta Diamante es una barranca continua y bastante elevada; en cambio la margen derecha en las provincias del Chaco y Santa Fe es baja, e invadida periódicamente por las crecientes. El cauce del río sufre en esta sección dos desviaciones principales hacia el Oeste: una en la línea Reconquista-Goya y otra en la de Santa Fe-Paraná (en este lugar el túnel subfluvial Hermandarias une los sistemas de carreteras de la Pampa y de la Mesopotamia). - La sección media hasta Rosario, con rumbo hacia el Sur. - La sección inferior aguas abajo del puerto de Rosario. El comienzo de esta sección coincide con el nuevo rumbo sureste que toma el río, a la vez que sus largos brazos orientados hacia el este forman el delta en el sur de Entre Ríos.

Caudal del sistema del Paraná

Los ríos del Alto Paraná forman en conjunto una de las mayores corrientes de agua del mundo y desaguan una extensísima región de América meridional (superficie de la cuenca del Paraná: 1.600.000 Km.). Su caudal, apreciado en su desembocadura. se fija en:

- 45.000 m por segundo en su máximo volúmen;

- 6.200 m por segundo en período de mínima;

- 17.400 m por segundo en promedio.

De sus afluentes, el Paraguay y el Iguazú tienen cada uno un caudal máximo de 12.000 m por segundo.

Régimen del sistema del Paraná

El régimen fluvial del sistema del Paraná depende de las precipitaciones y deshielos. Las variaciones que sufre su caudal son las siguientes:

- Una gran creciente que comienza en octubre y culminan en febrero, coincidiendo con la avenida del Alto Paraná.

- Otro creciente menor, llamado "repunte", que culmina en julio, por la llegada de la creciente del río Paraguay.

- Dos bajantes: una entre marzo y abril y otra, la más pronunciada, entre agosto y septiembre.

Por otra parte, el río Paraná tiene también crecientes extraordinarias, como la del año 1905, la de 1986 y 1994, producidas por la llegada simultánea del Alto Paraná y del Paraguay. Para estas crecientes se puede fijar un período cíclico de diez años. El sistema del Paraná es una magnífica vía navegable de Importancia Internacional, ya que navíos de ultramar pueden hasta las ciudades de Santa Fe y Paraná.


El Río Pilcomayo, tiene su nacimiento en el sur de Bolivia y describe un recorrido en dirección sureste, hasta desembocar en el río Paraguay, muy cerca de Asunción, la capital paraguaya. Es el afluente más largo de este último río. El Pilcomayo continúa hacia el sur desde esta confluencia para formar la frontera con Argentina. En su curso bajo determina la frontera entre Argentina y Paraguay. Tiene 1.125 Km. de longitud.


El Río Salado, también llamado Salado del Norte, tiene una longitud de 2.010 Km. Nace en las vertientes de la cordillera Oriental de los Andes, en las inmediaciones de Salta, y fluye, por lo general, en dirección sureste hacia el río Paraná, donde desemboca a la altura de Santa Fe. Está formado por la confluencia de los ríos Arias y Guachipas, que dan lugar al río Juramento que luego cambia su nombre por el de Salado. En las juntas del Juramento se encuentra el complejo hidroeléctrico de Cabra Corral. El río Salado atraviesa regiones mineras y ganaderas. No debe confundirse con el río Salado que discurre por la provincia de Buenos Aires.



El Río Uruguay nace en la cadena montañosa del litoral meridional de Brasil (Serra do Mar). Fluye en dirección oeste, sirviendo como límite entre los estados brasileños de Santa Catarina y Río Grande do Sul, más adelante entre Brasil y Argentina y, en su último tramo, entre Argentina y Uruguay, hasta unirse con el río Paraná para formar el delta y estuario del Río de la Plata. Tiene una longitud de unos 1.600 Km. Es navegable para buques de mediano calado hasta la altura de Concepción del Uruguay (Argentina) y Paysandú, y para vapores de pequeño calado hasta Concordia (Argentina) y Salto, a unos 320 Km. de su desembocadura, cuando la navegabilidad se interrumpe por la presencia de una catarata donde se ha instalado un complejo hidroeléctrico.
Corresponde distinguir tres zonas geográficas en todo el curso de agua.
El Alto Río Uruguay, corre por terrenos quebrados y haciendo un desnivel de unos 1.000 metros con caídas y rápidos que imposibilitan su navegación, en pleno plan alto basáltico de Río Grande do Sul.
En la sección denominada Medio Uruguay, siguen cascadas y rápidos como la Cascada de San Gregorio que suele unir las costas argentino-uruguaya por medio de rocas que afloran a la superficie durante las bajantes. También los denominados Salto Grande y Salto Chico son remarcados en esta geografía aunque hoy desaparecidos por el embalse de la Represa.
El Bajo Río Uruguay se distingue de las anteriores zonas por su morfología.
En esta zona, el río se ensancha marcadamente debido a la naturaleza de la costa argentina, llegando a alcanzar unos 12 kilómetros de ancho.
La velocidad de las aguas que en el alto río es de unos 13 kilómetros por hora, se reduce a 2 Km. en el Medio Uruguay, favoreciendo las deposiciones sedimentarias que forman islas (unas 60 en el tramo Fray Bentos-Paysandú).
En el curso del río, entre la desembocadura del río Cuareim hasta Punta Gorda, se encuentran unas 140 islas, sumando entre todas una superficie aproximada de 20.000 hás. La mayoría tienen su origen en los aluviones, aunque las menos son desprendimiento o separación del terreno continental.
El régimen de aportación de aguas a la cuenca es netamente pluvial. Se registran promedialmente desde 2.000 mm. Anuales en el alto río hasta 980 mm. Anuales en la zona de Punta Gorda.
De los 1.500 km. del curso, 1044 km. son navegables, aunque con diferentes escalas de calado. Para embarcaciones mayores, sólo el Bajo Río Uruguay lo permite. Hasta Fray Bentos pueden operar cómodamente embarcaciones de hasta 21 pies, aunque se realizan trabajos de dragado para aumentar hasta 26 pies dicha profundidad.
Los gobiernos de Uruguay y Argentina han realizado también obras de mejoramiento, tales como balizamiento con señales luminosas.


Salto Grande es el primer aprovechamiento hidráulico de uso múltiple en América Latina. Su construcción fue realizada por la República Oriental del Uruguay y la República Argentina, transformándose de esta manera en el primer uso, para estos dos países, de los ríos de la Cuenca del Plata, que concentra el mayor potencial hidroeléctrico del mundo. El proyecto está ubicado en el curso medio, en la zona denominada "Ayuí", que en voz guaraní significa "agua que corre", pocos Kms. aguas arriba de la ciudad de Concordia (Argentina) y de la ciudad de Salto (Uruguay); 470 Kms. al norte de Buenos Aires y a 520 Kms. de Montevideo. Su influencia, directa e indirecta, alcanza una región con 19.000.000.- de habitantes, entre los dos países, en un área de 128.000.- Km2 de suelos muy permeables, ricos en materia orgánica y nutrientes, por lo que resulta de aptitud para la ganadería, la agricultura y la forestación. En esa extensa planicie se realizan casi el 80% de las actividades industriales y agropecuarias de la Argentina y el 100% de las del Uruguay.


BIVALVOS INVASORES DEL RIO DE LA PLATA

ORIGEN
ríos,

extremo Oriente
extremo Oriente
extremo Oriente

MODO DE VIDA
epifaunal bisado
infaunal (bisado en juveniles)
infaunal

TAMAÑO MÁXIMO
30 mm
42mm
33mm

LONGEVIDAD
36 meses
36 meses
30 meses

SEXUALIDAD
dioico
hermafrodita
hermafrodita

INCUBACIÓN
libre
branquial
branquial

INGRESO1
Río de la Plata, 1991
Río de la Plata, 1970
Río de la Plata, 1970

PRIMERA REFERENCIA
Pastorino et al, 1993
Ituarte, 1981
Ituarte, 1981

DENSIDAD MEDIA 2
14.300 individuos/m2
180 individuos/m2
25 individuos/m2

DISTRIBUCIÓN ACTUAL
Zárate hasta Punta Piedras
cuenca del Plata
cuenca del Plata


1 Lugar y año aproximado de llegada a Sudamérica.
2 Medida en el litoral argentino del Río de la Plata.

En los bivalvos, las branquias constituyen, por lo general, órganos de respiración


El Sistema del Plata

Se denomina cuenca del Plata al enorme conjunto hidrográfico sudamericano que tiene el río de la Plata su boca de desagüe al Atlántico.

Es uno de los sistemas hidrográficos mas extensos del globo; abarca unos 3.200.000 Km., de los cuales 900.000 Km. corresponden a Argentina.

Los principales ríos del sistema del Plata son:

El Río Alto Paraná. Nombre que lleva el curso superior del río Paraná, hasta su unión con el río Paraguay. Nace en Brasil por la confluencia de los ríos Grandes y Paranaíba. En el territorio argentino tiene dos aspectos muy distintos:
- En Misiones corre encajonado, bordeado por las altas barrancas formadas por la meseta misionera. Su lecho es rocoso, su curso sinuoso, bien definido y bastante ancho; la corriente es veloz, pero navegable por barcos de pequeño calado.

- Aguas debajo de Posadas el río sale de la meseta y desaparece la barranca continua; las rocas duras sólo afloran para formar rápidos, como el Apipé. El río se ensancha cada vez más y al llegar a Corrientes tiene 3 Km. de orilla a orilla. El paso del Apipé reduce considerablemente las posibilidades de navegación, pero ofrece óptimas condiciones topográficas para la formación de un embalse apto para el aprovechamiento hidroeléctrico, como lo es el Yaciretá.


Las letras designan los principales ríos: (A) Paraná, (B) Paraguay, (Cl Uruguay, ID) Pilcomayo, (E) Bermejo, (F) Salado, (GI Salado del Sur (H) de la Plata. El Paraná de las palmas (1) Paraná inferior(II).

La cuenca del Plata se compone de cuatro importantes subcuencas: las del propio Plata, del Uruguay, del Paraná-Paraguay y de los tributarios andinos de estos, como el Bermejo y el Pilcomayo. En tan enorme extensión se pueden encontrar distintos ambientes acuáticos naturales, que van desde los típicos de agua dulce, o dulceacuicolas, hasta aquellos en que esta se mezcla con agua de mar.
Una especie exótica puede interactuar de distintas maneras con el ambiente en el que ingresa. En el mejor de los casos, se adapta al nuevo medio y termina en relativo equilibrio con la comunidad preexistente, sin alterarla de modo apreciable. Sin embargo, cuando se caracteriza, por tener alta tasa de crecimiento, gran energía reproductivo-adaptativa, fuerte capacidad de dispersión y, además, por carecer de enemigos naturales en el nuevo ecosistema, ya fuesen depredadores o competidores por los recursos, se expande rápidamente y ocupa de modo efectivo el territorio. Este es el comportamiento típico de las especies invasoras, que pueden producir alteraciones importantes en el ambiente que invaden, ya sea este natural o humano.
Una especie de bivalvos exóticos dulceacuicolas ha llegado al río -Limnoperna fortunei (Dunker, 1857), que por esta vía accedió a todo el Continente americano-, así como dos más de la familia corbiculidae: corbicula largillierti (Philippi, 1811), c. fluminea (MUller, 1774).
La distribución y modo de vida de los bivalvos exóticos llegados al río de la Plata. c. fluminea y L. fortunei se consideran especies invasoras porque, además de ser exóticas, se caracterizan por una temprana maduración sexual, una gran capacidad reproductora y un considerable poder adaptativo a los ambientes que colonizan ya sean naturales, creados por el hombre
Los procedimientos usados con moluscos en otros países son muy variados; incluyen descargas eléctricas, tratamiento de las aguas con cloro (o cloración), venenos muy tóxicos, electromagnetismo, altas temperaturas y ultrasonido. Muchos son caros y, en el caso de los venenos, hay que considerar los riesgos de su toxicidad residual.
Hoy la presencia de estas nuevas especies no sólo se registra en el área propia del río sino, también, en muchos otros sitios de su cuenca mayor, como los ríos Carcarañá, Paraná y Uruguay, igual que cuerpos de agua que les están conectados o les son adyacentes, lo cual incluye a las provincias argentinas de Córdoba, Santa Fe, Entre Ríos, Corrientes, Misiones y Chaco.


MERCOSUR

El Mercado Común del Sur (MERCOSUR) es un ambicioso proyecto de integración económica, en el cual se encuentran comprometidos Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay.
Tiene como principal objetivo, aumentar el grado de eficiencia y competitividad de las economías involucradas ampliando las actuales dimensiones de sus mercados y acelerando su desarrollo económico mediante el aprovechamiento eficaz de los recursos disponibles, la preservación del medio ambiente, el mejoramiento de las comunicaciones, la coordinación de las políticas macroeconómicas y la complementación de los diferentes sectores de sus economías.
La conformación de un Mercado Común es una respuesta adecuada a la consolidación de grandes espacios económicos en el mundo y a la necesidad de lograr una adecuada inserción internacional.
Éste fue firmado el 26 de marzo de 1991 por los presidentes de Argentina (Carlos Saúl Ménem), Brasil (Fernando Collor de Mello), Paraguay (Andrés Rodríguez) y Uruguay (Luis Alberto Lacalle).
El espacio que engloba el Mercosur constituye un mercado de más de 200 millones de personas. Esta cifra se aproxima a la población de América del Norte y no dista demasiado de los 300 millones de habitantes de la Unión Europea (UE). El producto interior bruto (PIB) del área integrante del Mercosur alcanza los 800.000 millones de dólares, aproximadamente el 60% del PIB regional.
El Mercado Común tiene tres objetivos fundamentales:
1) libre circulación de bienes, servicios y factores productivos entre los países firmantes del Tratado de Asunción mediante, entre otras medidas, la eliminación de los derechos aduaneros y restricciones paraarancelarias;
2) fijación de una tarifa externa común y adopción de una política comercial común con relación a terceros países o bloques regionales, y coordinación de las posiciones en foros comerciales de la región e internacionales;
3) coordinación de políticas macroeconómicas y de comercio exterior, agrícolas, industriales, fiscales, monetarias, cambiarias y de capitales, de servicios, aduanera, de transportes y comunicaciones, y otras que se acuerden en el futuro, a fin de asegurar condiciones adecuadas de competencia entre los estados parte.
se ha implementado una política de relaciones exteriores muy activa. De esta forma, en el marco de la ALADI se ha trabajado de modo intenso en la renegociación de los acuerdos preferenciales preexistentes con los demás países miembros de la misma. Con ocasión de la Cumbre de Presidentes de San Luis (1996) se firmó el Acuerdo de Complementación Económica Mercosur-Chile, que entró en vigor el día 1 de octubre de 1996 y que constituyó un vigoroso instrumento que sentó las bases fundamentales para la conformación de un "espacio económico ampliado".

BIBLIOGRAFÍA

Elsa Isogna y Clara Galarza de García Miguel. "Geografía de la Argentina". Buenos Aires. Ángel Estrada. 1981.
Horacio Lorenzini, Raúl Rey Balmaceda, María Echeverría. "Geografía 1". Buenos Aires. A-Z. 1997.
Raúl Rey Balmaceda, Marpia Julia Echeverría, Silvia María Capuz. "Geografías de la Argentina". Madrid. 1997.
Encarta 2000
Direcciones de Internet:
-http://www.cienciahoy.org/hoy38/invas.htm
-http://www.concordia.com.ar
-http://www.americadelsur.com
-http://www.guia-mercosur.com

Trabajo enviado por:
Luz
an_rk33@hotmail.com

Adicionei alguns textos no miolo deste blog, então tem novidades espalhadas por ai.
Comentários sobre a palestra no CEBRI estão no outro Interconexos , que fica mais para as notícias internacionais como um todo e sobre o Brasil no mundo.

Como nosso foco atual é a América Latina, a partir de agora teremos notícias em espanhol nesse blog especificamente. Essas matérias são do Jornal Clarin , a folha de São Paulo deles, se é que seria válida essa comparação.


EMERGENCIA ENERGETICA: MEDIDAS PARA ENFRENTAR LA CRISIS

Llegó energía de Brasil y se normalizó la tensión eléctrica

Pero la situación seguirá delicada hasta el viernes. La semana próxima hay varios feriados y la demanda bajará. La importación de energía brasileña comenzó ayer a la madrugada y equivale al 4% del consumo.

Antonio Rossi. .
anrossi@clarin.com

Prevén algún problema para la hora del partido entre Argentina y Ecuador si continua la baja de tensión?

—En principio no, porque hay un transformador que atiende exclusivamente al estadio de River que también tiene sus equipos electrógenos. Pero igual es incomprensible que el encuentro se juegue de noche cuando estamos en una situación crítica.

La conversación registrada ayer a primera hora de la mañana entre dos técnicos de Edesur y Edenor reflejaba la preocupación creciente que había en las distribuidoras ante la escasez de energía y la negativa oficial a declarar el estado de emergencia.

La calma llegó cerca del mediodía, cuando se confirmó que estaban ingresando al país 500 MWh provenientes de Brasil. Con esa importación que equivale al 4% del consumo, se logró cubrir el faltante del lunes que había llevado a la CAMMESA (la administradora del mercado eléctrico) a tener que ordenar una reducción del 5% en la tensión del suministro de todo el sistema interconectado nacional, incluyendo industrias y hogares.

A las 15.30 de ayer y después de funcionar casi 23 horas con 209 voltios de tensión en lugar de los 220 voltios tradicionales, el servicio volvió a la normalidad, pero sin que se hayan superado los problemas estructurales que afectan al sector eléctrico.

El alivio transitorio se debió al aporte de 500 MWh que Brasil aceptó remitir en forma extraordinaria para que el Gobierno pueda superar el cuello de botella del suministro eléctrico. Los envíos de electricidad del principal socio del Mercosur se concretaron dentro del marco de asistencia recíproca que está vigente entre los dos países para enfrentar situaciones de emergencia.

Paradójicamente, la energía brasileña pudo ingresar a la Argentina por la red de transmisión y la estación conversora que se construyeron durante la administración menemista para exportar electricidad local al sur de Brasil. Las líneas —que interconectan 500 kilómetros entre Rincón de Santa María (Corrientes) y Garabí (Brasil)— pertenecen al grupo español Endesa y están preparadas para despachar hacia Brasil hasta 2.000 MWh. Pero, por las limitaciones técnicas que tiene la red de transporte, al mercado doméstico sólo puede ingresar de Brasil un máximo de 800 MWh.

Según las autoridades brasileñas, el aporte de los 500 MWh será sólo por un par de días para que Argentina pueda superar el problema abastecimiento que se disparó por los bajos caudales de agua que alimentan las centrales hidroeléctricas (las cuales producen el 40% de la electricidad) y la falta de gas para las usinas térmicas, que generan la mitad de toda la energía del país. El 10% restante proviene del sector nuclear que tiene a la central Embalse funcionando sin las paradas técnicas que marcan las normas internacionales.

Desde hace dos semanas, el sistema eléctrico está operando al límite de su capacidad y sin reservas técnicas. La apuesta de la Secretaría de Energía es poder llegar al sábado sin que se registren nuevas complicaciones. Hasta el viernes, se prevé que la demanda se mantendrá elevada y que luego descenderá por los feriados y la baja estacional que se registra a partir de abril. Por las dudas y previendo que no habrá una solución rápida, los técnicos y empresarios privados lanzaron una iniciativa para ahorrar un 15% de energía.

Tras la normalización de la tensión a 220 voltios, ayer el Gobierno salió a dar por superado el problema. El jefe de Gabinete, Alberto Fernández sostuvo que "a la crisis la tenemos dominada y creo que está virtualmente resuelta". En tanto, el subsecretario de Combustibles, Cristin Folgar aseguró que "se logró inyectar en el sistema 3 millones de metros cúbicos de gas que ayudarán a resolver los problemas ".

Respecto a qué se debe hacer con la provisión de GNC, ayer volvieron aflorar las diferencias entre Roberto Lavagna y las principales figuras del Gobierno. Y desde el Congreso, los senadores radicales salieron a pedir la interpelación al ministro Julio De Vido que hoy tratará de cerrar un acuerdo para que la central térmica de San Nicolás vuelva a generar con el carbón de Río Turbio, tal como hacía en la década del 70.

LAS RELACIONES ENTRE CATOLICOS Y JUDIOS

Sharon abre la puerta a un conflicto con el Vaticano

Su gobierno se niega a conceder visas de residencia a 130 curas y monjas. Deberán abandonar Israel antes de la Pascua. Muchos ya fueron detenidos.

El gobierno del primer ministro Ariel Sharon se enfrenta a una crisis con el Vaticano por negarle visas a 130 sacerdotes y monjas católicos, que deberían abandonar Tierra Santa antes de la Pascua. Esto ocurre cuando aumenta aquí en Jerusalén el rumor de que el partido oficialista Likud podría formar un gobierno de "emergencia nacional" con los laboristas tras la muy probable salida del gabinete de los partidos de la extrema derecha que se oponen a un plan de Sharon para evacuar Gaza y seis asentamientos judíos en Cisjordania (ver Referéndum...).

La denuncia sobre la situación de los religiosos católicos la hizo al diario Haaretz el portavoz de la Orden Franciscana en Tierra Santa, David Jaeger.

Este sacerdote es un ciudadano israelí y ex miembro de la comunidad judía, que fue uno de los artífices del acuerdo para el establecimiento de relaciones diplomáticas de la Santa Sede con Israel a principios de los años noventa. Sus palabras cayeron como una bomba en la sede del gobierno israelí.

En sus declaraciones, Jaeger dijo que numerosos curas y monjas fueron detenidos los últimos meses por la policía de inmigración, que realiza una campaña para concretar la expulsión de trabajadores ilegales por carecer de permisos de residencia en el país.

Entre los detenidos está un monje franciscano que fue apresado cuando viajaba en un micro para dar un curso en la Universidad de Bar Ilán, cerca de Tel Aviv, y dos monjas, arrestadas poco después con el mismo argumento.

"La detención de religiosos es insufrible y las cosas empeoran cada vez más, con las consiguientes implicaciones internacionales, ya que la Iglesia en Tierra Santa representa a todos los católicos del mundo", aseguró Jaeger al diario israelí.

El portavoz de los franciscanos explicó que es la primera vez que los miembros del clero se ven privados de renovar su residencia en el país desde la fundación del Estado de Israel, en 1948.

El problema se generó hace ya dos años —aunque, como todo, en los pasillos vaticanos se reservó para ser tratado en una diplomacia privada—, cuando el Ministerio del Interior estaba a car go de Eli Ishai y era controlado por su partido Shas, del sector ultraortodoxo.

Jaeger dijo que entonces la explicación dada fue que las dificultades para obtener los visados se debían "a la concepción de mundo" del ministro Ishai y a su temor de que se estaba debilitando el carácter judío del Estado israelí.

Desde hace un año, el Ministerio del Interior está a cargo de Abraham Poraz, ministro del partido liberal de centro Shinui, que es considerado por los ortodoxos su "enemigo público número uno".

"Pero a pesar del cambio, el problema de los visados para los enviados de la Santa Sede a Tierra Santa sigue en pie", agregó Jaeger.

Las autoridades policiales y de inmigración que participan en la campaña oficial para la detención y expulsión de trabajadores ilegales afirmaron que "algunos de los ilegales llegan a Israel como peregrinos cristianos y luego se confunden con la población y se quedan sin tener la visa apropiada".


Esse é do grande site monografias.com

Uruguay ante el Mercosur y el ALCA

A modo de antecedente
La integración sudamericana
El MERCOSUR y la ubicación geopolítica del Uruguay
Re-pensar al Uruguay
Uruguay ante el Mercosur y el ALCA
Uruguay ¿Qué destino tiene?
El ALCA (Área de libre Comercio de las Américas)
¿Qué significación geopolítica encierra o esconde al proyecto ALCA?
En busca de proyecciones

1.- A modo de antecedente

Es sabido que la historia no es un desarrollo lineal de evolución.

Se trata de un conjunto de procesos que pueden implicar avances, pero también retrocesos.

Por ello, como breve introducción al tema , considero que es importante considerar que en el mundo contemporáneo, las tendencias política, socio-económicas, culturales y tecnológicas, vienen alentando la formación de grandes bloques económicos que tienen como objetivos prioritarios, la defensa común y compartida de los intereses de sus pueblos.

Desde una perspectiva amplia, que implica la superación de la dicotomía NACIONALISMO-INTEGRACIÓN, un proceso de integración regional puede ser una alternativa viable que permita una más adecuada inserción en la globalidad, preservando la identidad de las partes constituyentes del bloque.

Concretar su éxito depende no tanto en la razón como en la voluntad.

2.- La integración sudamericana

Recuerdo que en 1966, en la conferencia de Presidentes de América realizada en Punta del Este, el entonces Presidente de Chile Dr. Eduardo Frei Montalva, lanzó al ruedo un gran desafío, plenamente realista, tanto ayer como hoy.

Expresó el mandatario chileno:

"¿ Podemos seguir tratando de organizar el desarrollo de nuestras economías en compartimentos estancos, condenando a nuestro continente a un deterioro cada vez más marcado, sin organizar un esfuerzo colectivo, enfrentados a otros vastos conglomerados que multiplican su progreso precisamente por su espíritu unitario?"

Frei , en esa oportunidad, reforzó la idea política que 131 años antes, , en 1835, había lanzado el ministro chileno Joaquín Tocornal a favor de una unión aduanera entre los países del Cono Sur;

idea que fuera recogida más tarde por los presidentes Julio A. Roca en 1882; y Roque Sáenz Peña en 1915 aceptada por los mandatarios de Brasil y Chile y posteriormente en 1951 con el proyectado Pacto del ABC impulsado por los gobiernos de Domingo Perón, Getulio Vargas y General Carlos Ibáñez del Campo.

3. El MERCOSUR y la ubicación geopolítica del Uruguay

Como una constante socio-política, con el tratado del MERCOSUR, se intenta dar respuesta al principal problema de Iberoamérica: eliminar la desunión de sus Estados, la que fuera diseñada y sostenida en cónclaves extra-continentales.

La realidad geopolítica que subyace en la filosofía del MERCOSUR, del CAN y de la idea impulsada por Brasil del ALCSA,

obliga a los gobiernos a profundizar y medir el alcance de ciertos términos empleados hasta entonces.

En vez de otorgar prioridad al

CRECIMIENTO GLOBAL CON LENTO DESARROLLO SOCIAL DE LAS PARTES,

el deber de trabajar a favor de la IGUALDAD DEL DESARROLLO SOCIAL DEL TODO, CON CRECIMIENTO DE LAS PARTES.

Para el Uruguay, que políticamente pasó mucho tiempo aislado de ese gran debate sudamericano, el MERCOSUR adquiere una importancia muy particular porque le abre una instancia para el reagrupamiento de fuerzas y poder participar activamente el diseño de un modelo alternativo continental.

En el Uruguay, los estrategas de verdad como los de café, al estar carentes de una visión global, tanto del mundo como de la región, no les ha permitido diseñar un PROYECTO A FUTURO DE PAIS , proyecto que debe estar sostenido por una POLÍTICA DE ESTADO.

Tampoco este término es favorito de los dirigentes políticos. El MERCOSUR ha sido una de las raras excepciones.

"Una buena política -decía el Dr. Luis A. de Herrera- se debe apoyar en la sólida base que proporciona la verdad histórica."

Cabe, lógicamente, la pregunta:

¿qué nos dice nuestra verdad histórica?

Considero que ella destaca varios factores de relevancia, que han ido tomando calificada importancia en el transcurrir del tiempo.

* Su estratégica posición en la esquina del Atlántico con el Río de la Plata,

territorio que en muchas oportunidades tuvo que ser defendido ante la codicia ajena;

La verdad histórica nos dice que según importantes opiniones de estadistas como Clemanceau, Badía Malagrida, y otros que visitaron estas regiones, el Uruguay se presenta como la "llave del hinterland platense";pero la realidad histórica contemporánea, indica que la "cerradura" de ese hinterlandque finalmente ha despertado de su agonía mediterránea, su "cerradura" se ha ido trasladando hacia los costas atlánticas sureñas de Brasil.La verdad histórica nos señala que Uruguay, conjuntamente con áreas de Argentina, Brasil y Paraguay, están asentadas en uno de los acuíferos más importantes del mundo,otro recurso que ha comenzado a ser sumamente codiciado , como lo son las fuentes que producen energía.

El "oro azul" en pocas décadas adquirirá tanta importancia como el "oro negro".

La verdad histórica, con palabras de Perroux, aconseja que :

"Hay que saber lo que el espacio de una Nación vale; hay que saber lo que su pueblo puede, hay que saber ofrecerle la oportunidad de capacitarlo" .

El problema de fondo que plantea el protagonismo uruguayo en el MERCOSUR, obliga a la sociedad uruguaya a sostener un profundo y serio debate con el objetivo de establecer las nuevas pautas que el paísdebe modificar para articularse con flexibilidad en este importante como decisivo modelo de integración;

por lo cual debe diseñar nuevas estrategias con el fin de modificar severamente al modelo que se ha ido agotando.

Más crudamente: se agotó.

Y un modelo sin futuro, que no sirve ni para producir ni para distribuir evidentemente, está condenado a morir.

4.-RE-PENSAR AL URUGUAY

RE- PENSAR AL URUGUAY es un tema, evidentemente fundamental, en la agenda social, cultural, política, industrial, comercial y militar para el país;

un gran tema, quizás tan importante como fue proclamar su resguardada independencia política.

El GRAN TEMA, por cuanto comprende la necesidad que el Uruguay agro-exportador, pueda definirse también, como un amplio y confiable Estado de servicios.

RE-PENSAR AL URUGUAY compromete la obligación de practicar una política externa con visión prospectiva, sostenida y avalada por sus ricos antecedentes, con el fin acrecentar su protagonismo en la región, sin jugar a "doble carta".

Pero, paradójicamente, la política exterior,al igual que una POLÍTICA DE ESTADO se presentan como muy difícil para conjugar, y vemos con producto de un gran fracaso que ella no se encuentren en el centro del debate doméstico, pues continuamos, en líneas generales, practicandopolíticas sectoriales conjuntamente con una diplomacia "versallesca" ,sin aquilatar los ventajas que actualmente ofrece la diplomacia del "marketing", porque si la palabra clave de décadas pasadas era "ESTADO"la palabra clave de nuestros tiempos es MERCADO.

No comprender y practicar ese cambio de postura en el caso de Uruguay, por más MERCOSUR que integre nominalmente,la dura realidad no tardará en señalarle que seguirá viviendo una etapa intermedia de su evolución.

En este punto, es de orden aceptar que en la región iberoamericana, los pueblos están recapacitando sobre su destino,unos más adelantados que otros,otros renovando sus modelos,otros motivando educación y tecnología. Iberoamérica, al fin, parece ejercitar nuevos movimientos.

5.- URUGUAY ANTE EL MERCOSUR Y EL ALCA

Enfocar el tema, implica , primeramente, situarse en dos escenarios con diferentes particularidades tanto en lo económico, en lo político, como en lo estratégico, pues entre ambos sistemas se perciben marcadas diferencias,

por lo cual es necesario prevenir los alcances, las posibilidades reales,balancear lo positivo y negativo que pueden presentar cualquiera de esos dos proyectos que pugnan geopolíticamente entre sí.

Vuelven a resonar las palabras de José E. Rodó, cuando ante supuestos estudiantes en su "Ariel", les decía:

"Cada generación necesita acuñar un mensaje nuevo, responder a una necesidad de la historia".

Y ¿ que le exige a Uruguay la historia nueva?:

realizar la parábola de nuestro destino cono Nación, hasta ayer a espaldas del resto de los países iberoamericanos,con la vista permanentemente deslumbrada por las luces de Europa;feliz con su puerto y su aduana y, más allá de la cuenca del Río Santa Lucía, "el terrenito del fondo" como designaba mi inolvidable amigo el Profesor Reyes Abadie, al resto de nuestro territorio.

Pero ¿qué significa reinsertarse en el Cono Sur; confundir sus inquietudes y aspiraciones con las de sus pares continentales;adquirir el perfil iberoamericano;comprender que el mal denominado "Estado tapón" para los intereses ingleses del siglo XIX, en este MERCOSUR es el Estado gozne, que debe soldar el eje conformado por las dos grandes potencia sudamericanas.

Que sin esa unión, argentino-brasileña, Uruguay, junto a Paraguay y Bolivia, no tienen un claro y feliz destino.

El presidente argentino Roque Sáenz Peña, a fines del siglo XVIII le escribía alBarón de Río Branco:

"TODO NOS UNE, NADA NOS SEPARA".

La clave del éxito del MERCOSUR

radica en saber lo que se quiere alcanzar y determinar los más adecuados medios para conseguirlo.

Quien quiere el fin, quiere los medios.

6.- URUGUAY ¿QUÉ DESTINO TIENE?

Cuando en los años 1970 escribí el libro"URUGUAY EN EL CONO SUR, su destinogeopolítico" una gran interrogante me acuciaba:

EL URUGUAY ¿QUÉ DESTINO TIENE?

a)inserto en sí mismo, bajo esquemas perimidos, dependiente y resignado a un gradual e inexorable deterioro?

b) Vinculado, por razones de espacio solamente, a la moderna y pujante estructura integracionista latinoamericana marcada por sus grandes vecinos?

La respuesta me llegó años más tarde, ante un juicio de mi amigo Jaguaribe:

"el MERCOSUR es el pasaporte para la historia de iberoamérica".

7.- El ALCA (Área de libre Comercio de las Américas)

Desde Wasghington, desde el "jardín de las rosas", el ALCA se sumó al debate iberoamericano.

Me alineo con quienes consideran que el MERCOSUR es un destino,en tanto el ALCA sólo representa una opción de libre comercio,calificativo este último que llevó a Kissinger a denunciar que el MERCOSUR tendía a presentar aquellas tendencias manifestadas en la Unión Europea, que buscaban definir una identidad política regional distinta, si no en oposición a los intereses de Estados Unidos.

Una opción similar a las negociaciones que se mantienen con la Unión Europea, con la convergencia asiática;

la semana pasada, la que comenzó el MERCOSUR con la India.

La firma del Tratado de Asunción que hiciera expresar a la entonces Secretario de Estado Sra. Albraight:

el Mercosur "se concretó en una distracción de los Estados Unidos".

significó una nueva situación que llevó a firmar el tratado 4 + 1 el 19 de mayo de 1991,que permitirá contar con una fuerza mancomunada en las negociaciones futuras.

8.- ¿QUÉ SIGNIFICACIÓN GEOPOLÍTICA ENCIERRA O ESCONDE AL PROYECTO ALCA?

A mi juicio el ALCA es un proyecto del cual, primeramente, la ciudadanía no conoce sus verdaderas razones y objetivos; aunque el documento Santa Fe IV programa sostén de la actual administración de EE.UU.nos ofrece la pista.

Para el premio Nobel en economía: Joseph Stiglitz (exjefe de economistas del Banco Mundial) , que visitó Montevideo y ofreció una conferencia, el ALCA : "no beneficiará a los países latinoamericanos y del Caribe y, en cambio, prolongará una relación injusta".

Para el Embajador Samuel Pinheiro Guimaraes (uno de los negociadores de los acuerdos Argentina-Brasil) "El ALCA conducirá a la desaparición del MERCOSUR".

La propuesta ALCA viene unida a todo un modelo de desarrollo económico, a todo un sistema de valores, pues como aclarara Robert Zoellick (el orientador del proyecto):

"a todo un sistema de valores que evidentemente incluye la democracia, pero a una democracia íntimamente atada a un modelo de políticas económicas".

Si existe la OMC, ¿por qué EE.UU. busca también el ALCA?

Considero que hay que tener en cuenta que si se firman los acuerdos de la OMC en la próxima reunión ministerial a celebrarse en Cancún el próximo mes de setiembre, ello significará la consolidación normativa de todos los países dentro de una gran economía global.

En esa gran economía global, es evidente que la industria estadounidense tendrá que confrontar su baja competitividad con otros grandes bloques económicos: Comunidad Europea, Japón y China.

En tal caso, desde el ángulo de la defensa de sus intereses geoeconómicos, las reservas privadas de sus corporaciones podrían ubicarse en el proyectado ALCA , basado en acuerdos bilaterales.

9.- EN BUSCA DE PROYECCIONES

¿En qué situación quedaría la integración iberoamericana?

Para muchos analistas sufriría lo que denominan "una africanización", pues el objetivo geopolítico de Washington radica en forzar una apertura unilateral de las economías iberoameicanas de modo de obtener más ventajas comerciales y mayores reducciones de barreras arancelarias a sus exportaciones y a sus capitales.

La realidad indica que en el ALCA la retórica va por un lado, los deseos y los hechos por otro.

Las opciones están presentadas.

Las conversaciones en proceso.

Los plazos, algunos vencidos, otros por vencer.

Uruguay vuelve a vivir una hora clave en su historia política y económica, por lo cual debe tener en cuenta que la velocidad del tiempo actual no permite equivocaciones.

Prof. Bernardo Quagliotti de Bellis

bquaglio@adinet.com.uy

Presidente de la Academia Uruguaya de Geopolítica y Estrategia

Conferencia ofrecida en el CALEN en el ciclo que organizara la Academia Uruguay de Geopolítica y Estrategia, en el Centro de Altos Estudios Nacionales de Uruguay




Matéria informativa e esclarecedora, do Jornal O Globo

Rio, 31 de março de 2004

‘Acordo é porta de entrada de andinos na Alca’

Gisella López Lenci
GDA/El Comercio de Lima

LIMA. Desde que assumiu a Secretaria Geral da Comunidade Andina das Nações (CAN), o embaixador peruano Allan Wagner vem tentando aplicar uma nova filosofia às negociações comerciais da região: o Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), as negociações com a Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o Mercosul, bem como a própria integração andina. Segundo Wagner, o objetivo é o mesmo: garantir o livre comércio internacional dos países andinos. A idéia é que pela integração andina sejam articuladas duas agendas que os países têm de resolver simultaneamente: sua inclusão em um mundo mais globalizado e a abertura histórico-social.

Qual será o papel da Comunidade Andina nas negociações do TLC?

ALLAN WAGNER: Estabelecer uma convergência para o livre comércio, aprofundando ao mesmo tempo nossa integração e o desenvolvimento de nossas capacidades competitivas, para que essa seja uma via de mão dupla. Para isso estamos estruturando um projeto especial de apoio às negociações comerciais de nossos países e, principalmente, nas relações com os Estados Unidos.

Qual é o objetivo desse projeto?

WAGNER: O objetivo deste projeto especial — que é tripartidário, pois a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão colaborando com a CAN — é oferecer aos países todos os elementos técnicos necessários para avançar nas negociações. Isso significa colocar à disposição especialistas para fazer os estudos necessários. Fizemos pesquisas com os países e tivemos boa receptividade. Nosso grupo técnico estará pronto em abril.

Houve então um consenso entre Bolívia, Equador, Colômbia e Peru?

WAGNER: Sim, claro. Mas é um projeto que também engloba a Venezuela, porque também faz parte das negociações de Alca e OMC. Um dos propósitos do projeto é desenvolver uma visão integrada das negociações internacionais nos cinco planos: OMC, Alca, TLC, Mercosul e Comunidade Andina. Neste cenário trabalha-se a mesma agenda, mas o importante é que os países tenham a visão clara de como seus interesses interagem nesses cinco cenários.

Para o TLC com os EUA primeiro foram considerados Peru e Colômbia. Bolívia e Equador estarão em uma segunda etapa devido ao desenvolvimento de suas economias. As negociações podem ser paralelas?

WAGNER: O importante é que os outros países avancem de maneira semelhante para se atingir o objetivo de fechar as negociações do TLC até o fim do ano.

Isso será possível?

WAGNER: É o que vamos ver. Esse projeto vai exatamente ao encontro dessa necessidade, porque os Estados Unidos planejaram um TLC para os quatro países, e não quatro tratados. Também há o interesse de que o Equador e a Bolívia possam se incorporar lentamente, o mais breve possível, para que assim todos avancem juntos.

Como os países estão avançando nas negociações?

WAGNER: Todos estão se preparando. Sabe-se que a Colômbia avançou mais ( veja reportagem do “El Tiempo” nesta página ), mas todos estão se esforçando. O importante é que acolheram o projeto planejado, pois a CAN não vai negociar sem ter o apoio de todos os países envolvidos nas negociações.

Quais são os pontos mais difíceis?

WAGNER: Não os temos, mas as duas áreas mais difíceis são propriedade intelectual e comércio agrícola.

Por causa dos subsídios americanos ao setor agrícola?

WAGNER: E também por causa do atraso do setor rural de nossos países, o que requer um grande esforço para obter o desenvolvimento rural e a competitividade agrícola, de modo a permitir, em um cenário de livre comércio, que esse setor não seja rejeitado e excluído de um processo de globalização. O mesmo se aplica aos setores urbanos — pequenas e médias empresas — onde também é preciso fazer um grande trabalho. Se não criarmos condições competitivas não vamos atrair nem gerar os investimentos que realmente permitam desenvolver novos ramos de produção e, em conseqüência, gerar empregos. Mas mudar de um momento para o outro vai ser muito difícil. O TLC não é necessariamente uma tábua de salvação... Não mesmo. A tábua salvadora somos nós mesmos e temos de olhar o horizonte a médio e longo prazos, para saber como podemos obter o melhor resultado prático dessas negociações.

No caso da Alca, que é uma negociação muito mais ampla, os países andinos serão realmente beneficiados?

WAGNER: Na medida em que vamos tendo um âmbito de comércio livre mais amplo, aumentam as possibilidades de se chegar a mais mercados. No entanto, não se sabe como será a relação de negociações do TLC com os Estados Unidos. O que alguém pode pensar é que o TLC é a porta de entrada dos países andinos na Alca, e é preciso levar em conta que a Venezuela também está negociando. Isso tem que ser articulado com os outros atores do continente, como o caso do Mercosul, com o qual os cinco países firmaram um tratado de livre comércio: primeiro Bolívia, depois Peru, Equador, Colômbia e Venezuela.